Inteligência
humana e inteligência artificial, como se distinguem uma da outra? A humana é
criativa e a artificial é generativa. Como criativa a inteligência humana é
capaz de gerar, isto é, dar à luz a um novo ser a partir de algo, mas
essencialmente outro. A inteligência artificial deduz a partir de algo
anterior. Não é novo, mas diferente.
Na biologia,
por exemplo, o criado na inteligência humana é um ser novo. No sistema computacional
o resultado é a geração de dados decorrentes de programas postos pela
inteligência humana e equacionados pela inteligência artificial. A inteligência
humana é capaz de resolver problemas como auxílio da inteligência artificial. O
mesmo se dá na biologia: o natural é o substrato gerado pelo auxílio do meio
artificial, como sistemas e máquinas.
Com efeito, na
biologia temos uma novidade de fato. Acontece a autogeração, metabolismo,
crescimento de dentro, reprodução vital. Filosoficamente há um novo orgânico e
teleológico. Já a inteligência artificial o conhecimento corresponde a
processamento de dados e resultados a partir de modelos pré-construídos. Por
isso, na biologia o organismo natural desenvolve-se no meio e na inteligência
artificial compreende resultados pelos comandos pré-inseridos.
Os conteúdos
diferenciais sinteticamente podem ser definidos como:
INTELIGÊNCIA HUMANA INTELIGENCIA ARTIFICIAL
- compreende
sentido;
- interpreta;
- possui
consciência de si;
- cria
finalidades;
- age
moralmente;
- pode
transcender o próprio programa biológico. A IA:
- calcula;
- correlaciona;
- prediz;
- reorganiza
dados;
- mas
não “sabe” que sabe.
A inteligência humana tem consciência,
moralidade e abertura ao transcendente. A Inteligência artificial permanece uma
inteligência derivada e instrumental.
O novo papa, Leão XIV, inova na doutrina ao
publicar a primeira encíclica “Magnifica Humanitas”, 25 de maio de 2026,
na qual discorre sobre a Inteligência Artificial. A interpretação é atribuída a
diversos pensadores da Igreja. Cada um deles emitirá um parecer, dentro de sua
especialidade e abrangendo os diversos campos: teologia, ética social católica, diplomacia
vaticana e pesquisa tecnológica. A seguir, uma síntese provável e coerente do
pensamento de cada um deles sobre IA, a partir de suas obras, posições públicas
e áreas de atuação.
1.
Christopher Olah
Estuda a “interpretabilidade” das redes
neurais, isto é, pela tentativa de compreender como os sistemas de IA “pensam”
internamente.
2.
Léocadie Lushombo
Trabalha com ética teológica, justiça social,
colonialidade, pobreza e pensamento social católico. Sua leitura da IA tende a
ser profundamente humanista e social.
3. Cardeal
Víctor Manuel Fernandez
Possui a responsabilidade pela ortodoxia
doutrinal da Igreja, provavelmente abordará a IA sobretudo em perspectiva
antropológica e espiritual.
4. Cardeal Michael
Czerny
Atuação ligada: migrantes, pobreza, justiça
social, ecologia integral e exclusão econômica.
5. Anna
Rowlands
Conhecida por articular teologia política, democracia,
participação social e ética comunitária.
6. Cardeal
Pietro Parolin
Diplomata principal do Vaticano, provavelmente
fará uma síntese geopolítica e ética.
O que defenderão em comum?
Com certeza um núcleo comum os juntará. Este
terá como componentes: a inteligência artificial - subordinada à
dignidade da pessoa humana - consciência moral, liberdade e a responsabilidade
ética do ser humano. Conforme sua formação e função, cada um acentuará aspectos
distintos. Todos defenderão a ideia do controle da Inteligência Artificial
pelos condutores que se submeterão à ética da dignidade, liberdade e autonomia
da pessoa humana. Em síntese a Inteligência Humana manterá o controle da Inteligência
Artificial.
Muito interessante, obrigado, socializar conhecimento.
ResponderExcluirObrigado, ótima Reflexão.
ResponderExcluirInteligência humana, sempre terá consciência, do real, tempo e espaço.
ResponderExcluirInteligência artificial, com o pouco conhecimento neste assunto, acredito que depende do humano pensante.
As máquinas sempre dependerão da inteligência humana, é o que acreditamos.
ResponderExcluirSou curioso deste assunto, inteligência artificial, mas ainda pouco conhecimento.
ResponderExcluirO avanço da tecnologia é importante, desde que haja controle.
A preocupação do Papa é observar o quanto a inteligência artificial, na mão de poucos, principalmente alguns países.
ResponderExcluir, poderá influenciar e decidir mudanças no mundo., pode ser para o bem, mas também para o mal.