sábado, 30 de março de 2013

PASCOA - A INCRÍVEL HISTÓRIA DA RESSURREIÇÃO. Selvino Antonio Malfatti.






O Cristianismo tem algumas características que o assemelham a outras religiões monoteístas como islamismo, judaísmo, zoroastrismo. As semelhanças mais marcantes são a crença num Deus único, a grandeza moral e a crença numa vida pós-morte. O Cristianismo tem também estes conteúdos. No entanto, difere visceralmente destas pelas seguintes crenças: um Homem que se autodenominou Filho de Deus, a morte e Ressurreição deste Homem – Páscoa - e a Promessa de Ressurreição de todos.
A autodenominação de Filho de Deus era dita abertamente, perante pessoas humildes e autoridades e desafiava qualquer um que descresse. Há inúmeras passagens bíblicas a esta referência e ao desafio da prova em contrário. A ressurreição de todos os mortos é outra promessa contundente, embora já estive presente na doutrina judaica.
Mas é na própria ressurreição de seu Mestre que reside toda força desta religião. Causa espanto a singeleza e naturalidade da narrativa bíblica da ressurreição em oposição á grandiosidade do fato apresentado. Os textos bíblicos parecem que não se dão conta daquilo que estão informando. A impressão que se tem é de um conto de ficção científica misturando realidade e imaginação. Os gregos, por exemplo, quando ouviram Paulo falar sobre a ressurreição deram as costas e disseram em tom de galhofa: a este respeito vamos te ouvir mais tarde... E retiravam-se.
Testemunhos sobre a aparição de Jesus ressuscitado pululavam por toda parte na época. Claro, havia os que se mantinham cautelosos, céticos, prudentemente agnósticos. É o caso de Tome do seleto grupo dos Apóstolos:
“Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
Os outros discípulos disseram-lhe: Vimos o Senhor. Mas ele replicou-lhes: Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei!
Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco!
Depois disse a Tomé: Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé.
Respondeu-lhe Tomé: Meu Senhor e meu Deus!
Disse-lhe Jesus: Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto! (Jo, 20, 24-3)
Por isso, quem quiser ser cristão genuíno tem que estar aberto à crença de um Homem Filho de Deus, na sua Ressurreição e na sua própria.

FELIZ PÁSCOA