sexta-feira, 19 de maio de 2023

O TOTALITARISMO WOKE - A NOVIDADE DO SÉCULO VINTE UM: Selvino Antonio Malfatti

 


Já não se pode dizer que seja um caso isolado o “woke”. Pulula em diversas culturas, em territórios não contínuos, em línguas nada afins, em lugares diversos tanto distantes como próximos. Enfim, já é um fenômeno pancultural. Ouvimo-lo: na Irlanda, no Canadá, Austrália, Reino Unido, Estados Unidos, Brasil, União Europeia entre outros.

O que significa ou o que é “woke”? O verbo é o passado de “wake”, despertar. Como adjetivo significa bem informado, atualizado. Estar atento para as injustiças sociais, mormente o racismo. É um despertar para os problemas sociais, mormente o racismo e desigualdade. Além da raça (envolve também a imigração), questões trans, segurança e saúde na União Europeia. O perigo está no exclusivismo do "woke". 

No mundo político mundial, entenda-se onde há liberdade de opinião, expressas nas redes sociais, é iminente a aprovação de novas leis abrangentes que permitiriam aos governos censurar cidadãos pelas manifestações nas  plataformas de comunicação. A desculpa é prevenir “danos” e para tanto há uma onda de governos que querem colocar na mira da censura empresas de tecnologias. A tática é sempre a mesma: achar um inimigo comum na sociedade acusá-lo publicamente e culpa-lo pelos prejuízos causados à sociedade e apresentá-lo como alvo a ser atacado por todos. Nada mais semelhante que a estratégia de Hitler contra os Hebreus. Unem-se políticos, ONGs e agentes facilitadores para divulgar a necessidade e proteger o público contra as falsas informações, conhecido como “fake News”.

A Irlanda está prestes a aprovar uma lei que pode prender quem for considerado de posse de material de “discurso de ódio”. Nos Estados Unidos pela Lei Restrict o governo pode monitorar a atividade na internet se for considerado de risco à segurança. No Canadá o governo pode filtrar os conteúdos divulgados na internet. Na Austrália funcionários governamentais podem exigir remover conteúdos sociais. No Reino Unido pode haver exigências para censurar publicações. No Brasil está prestes a quererem implantar penalidades para “fake News”.

O mais ameaçador instrumento do controle das redes no Brasil é o PL 2630/2020 que, caso aprovado, “matará a internet moderna” conforme uma publicação da Telegram de 9 de maio deste. A votação na câmara dos deputados ainda não tem data desde que retirado pelo deputado comunista Orlando Silva.

Um dos alvos prediletos, pela importância das redes sociais é a União Europeia. A Lei de Serviços Digitais obriga as grandes empresas de tecnologia a compartilharem os dados com pesquisadores credenciados e a moderação ficaria a cargo de ONGs governamentais.

Concomitante ao avanço da expansão do “woke”, o Complexo Industrial da censura, cresce na mesma proporção e até mais a resistência. Citaremos algumas:

-  Está previsto um evento público em Londres, junho, e construir uma contrapartida ao Complexo Industrial, através da resistência  “o movimento global ao totalitarismo”.

- Na Irlanda em oposição à “criação de um crime de pensamento” estão sendo propostas emendas para que seja derrotado.

- No Canadá a romancista Margaret Atwood criticou a onda Woke dizendo que burocratas não tem nada a sugerir aos criadores  e um deputado criticou o “"O Projeto C-11 é perigoso por si só, mas também é um precedente para um governo que deseja estender essa forma de controle tecnocrático a outras áreas além do conteúdo online. Ele estabelece a base e o campo de testes para a inteligência artificial e algoritmos serem usados para controlar as massas."

- Na Nova Zelândia há ação direta de think tank com o “Projeto de Desinformação”. Os think tank explicitam melhor as ideias de debates sobre temas políticos, econômicos e científicos. Existem quase duas centenas deles no mundo, como Austrália, Brasil e União Europeia geral.

- Há evidentes sinais de que o mundo está se unindo contra a pressão “woke” através de censura promovida pelos “Woke” no mundo todo, objetivando um totalitarismo. A reação é a defesa de liberdade de expressão. (Michael Shellenberger, um ambientalista e Alex Gutentag, colunista na Tablet Magazine)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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