sexta-feira, 8 de maio de 2015

DESCONFIAVA-SE, MAS NINGUÉM TINHA CERTEZA – HEIDEGGER ANTISSEMITA? Selvino Antonio Malfatti.










Depois da publicação de “Os Cadernos Negros” (schwarze Hefte) a posição que Martin Heidegger ocupa na filosofia deverá ser revista e está sendo. Neles se podem encontrar traços de nazismo anti-semita. Alguns, com exagero evidentemente, querem dar um “adeus” ao filósofo. No entanto, no mínimo se pode discutir se de fato Heidegger merece o título de “o mais importante pensador do século vinte, como sustentava a vice-presidente da “International Heidegger Society”, Donatela di Cesare.
Nestes Cadernos fica evidenciado o claro anti-semetismo, ou o anti-sionismo. Mas, o mais grave e que foi a gota d´água: a negação do Holocausto, classificado por Heidegger como suicídio praticado pelos próprios hebreus. Esta idéia de holocausto ou suicídio já vinha há tempo. Até mesmo a morte de Cristo (não de Jesus), foi considerado um suicídio. Quando os hebreus perceberam que a mensagem de Jesus se encaminhava para uma religião universal, os judeus queriam “algemar” a Jesus. Este, para salvar sua mensagem, se suicida como Cristo. Conforme a crença, não foram nem os judeus, nem os romanos que mataram a Jesus, mas foi o Cristo que se suicidou. Em que pese a fraqueza de argumentação, em favor desta teoria interpretativa, invocam-se existem fatos concretos, como o suicídio coletivo de Massada.
Para Heidegger os hebreus eram os porta-vozes de uma filosofia instrumental, através do neo-sionismo. Este significa a negação da humanidade e a institucionalização do Gherman judeu, isto é, o Ser judeu. Uma estrutura político religiosa de dominação do mundo.
O confronto entre judeus e alemães começou quando Theodor Herzl propõe, no final do século XIX, criar o Estado de Israel. Para tanto era preciso submeter toda a imprensa mundial aos líderes judeus ( Umberto Ecco descreve a reunião no cemitério de Praga, no romance do mesmo nome). Além disso, todo sistema financeiro caiu nas mãos dos judeus. Então, na Alemanha ocorre o confronto direto entre o gherman judeu e o gherman alemão. Quando Hitler ascende ao poder os judeus emitem uma ordem de boicotar o sistema financeiro alemão. Com isso, Hitler estava algemado e a Alemanha estava presa. Foi neste contexto que Hitler coloca os judeus fora da lei. Para se vingarem e salvarem sua ideologia praticam o suicídio ou o Holocausto, conforme Heidegger.
Para ele em Auschwitz e em outros campos de extermínio, os judeus eram mortos através de técnicas altamente avançados (as câmaras de gás). Por isso, pensava ele, não era nem mais e nem menos do que um suicídio coletivo. Pensa que, após a guerra, os Aliados transformaram a Alemanha num gigantesco campo de concentração sustentando, a partir disso, que as verdadeiras vítimas da guerra foram os alemães. As ditas vítimas da perseguição nazista mereceram da parte dos aliados uma cruel e imperdoável indiferença moral. Os judeus, através do Holocausto, de vítimas tornaram-se algozes, salvaram sua doutrina e conquistaram seu objetivo: criar o Estado de Israel.

Este pensamento se fosse de algum membro de seita exotérica, até seria compreensível. Mas vindo de um Heidegger, considerado o maior pensador do século XX, no mínimo é discutível, criticável, senão motivo de espanto. Daí que a estupefação dos pensadores e de milhares de seguidores.Mas, vamos aos Cadernos Negros para conferir.