sexta-feira, 3 de outubro de 2014

TENDÊNCIAS ELEITORAIS POR REGIÕES NO BRASIL. Selvino Antonio Malfatti.




















Eleitores

Por Região - Março / 2013
%
CENTRO-OESTE
10.070.195
7,145
NORDESTE
38.207.502
27,108
NORTE
10.651.311
7,557
SUDESTE
60.942.919
43,238
SUL
20.819.854
14,771
TOTAL
140.947.053



Eleições 2014


NESTE DOMINGO, dia 5 de setembro, ocorrerá no Brasil a eleição para presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Gostaria de me deter apenas na eleição presidencial, embora como escrevi num artigo anterior, é essencial para democracia as eleições parlamentares.
A CAMPANHA eleitoral para presidente deste ano corria conforme as previsões: Dilma Rousseff liderava as intenções de voto, Aécio Neves, apesar da boa margem de votos, era candidato ao segundo turno e Eduardo Campos vinha em terceiro lugar. Repentinamente, com a morte de Eduardo Campos e com sua substituição por Marina Silva ocorre uma mudança brusca, inclusive nas intenções de voto. Aécio Neves, quase certo candidato ao segundo turno, passa para o 3º lugar e Marina para o segundo. A partir de então as previsões mantiveram-se com poucas variações até o momento. Dilma Rousseff em primeiro, Marina em segundo e Aécio em terceiro. Na última avaliação de intenções de voto aumentou a margem de Dilma para Marina, mas não alterou a posição de ordem dos candidatos. A situação aproxima-se do quadro abaixo, entre as regiões brasileiras:
embora de última hora haja um distanciamento entre o primeiro e os outros dois candidatos.

1.    SUL :
Dilma + ou -35%
Marina +ou-25%
Aécio  + ou-22%


2.    SUDESTE
Dilma + ou - 28%
Marina  +ou-32%
Aécio +ou -20%


3.    Região Centro-Oeste
Dilma+ ou ‑32%
Marina + ou-31%
Aécio + ou - 23%

4.    Norte
Dilma + ou- 49%
Marina +ou -28%
Aécio + ou - 9%


5.    Nordeste
Dilma + ou - 49%
Marina +ou- 32%
Aécio + ou - 8%

        
O quadro revela mais detalhes significativos:
- Nenhum candidato, em nenhuma região faz maioria absoluta, ou seja, 50% mais um dos votos. Por isso nenhum candidato individualmente venceria, a não ser que haja uma brusca mudança.
- Somente nas regiões norte e nordeste a soma do segundo e terceiro não venceria o primeiro.
- No sul os três candidatos mantêm um equilíbrio, não havendo nenhum que se afaste por larga escala.
- O mais baixo desempenho eleitoral de Dilma ocorre no maior colégio eleitoral, isto é, no sudeste.
- Por sua vez nas regiões mais necessitadas a candidata Dilma disparou na frente.
- O total dos prognósticos revela o seguinte resultado:

1. Dilma 38,6% - Há resultados atualmente que se aproximam dos 40%.
2. Marina/Aécio 40 - Da mesma forma há resultados que indicam para 42%.

 - Neste caso, a seguir esta tendência, haverá um segundo turno, pois somente não haveria se o primeiro fizesse maioria absoluta dos votos válidos.

Coinclusão:
Em tese e na prática qualquer um dos três pode ficar em primeiro lugar, mesmo porque a diferença não é tão significativa entre si. Isto não signfica que, o que ficou em primeiro nas pesquisas, será também o vencedor. Temos um exemplo historico: Fernando Collor em 1989 não estava em primeiro lugar no incío da campanha  e foi o vencedor do pleito.
- Quem poderá ser o vendedor do segundo turno? Façamos algumas conjeturas.

Quem votou no candidato que ficou em primeiro lugar no primeiro turno dificilmente mudará seu voto. Mas quem votou no candidato que ficou em terceiro lugar não é certo que votará em quem ficou em segundo. Como a diferença entre a soma do segundo e terceiro em relação ao primeiro até o momento não é tão significativa, pode-se concluir que quem ficou em primeiro lugar no 1º turno, ficará também no segundo.