sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

CANTE ALENTEJANO É PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE. Selvino Antonio Malfatti.




No momento em que se estreitam mais e mais os laços culturais entre Brasil e Portugal com promoções, projetos e programas conjuntos como Os Colóquios de Tobias Barreto, em Portugal, e Antero de Quental, no Brasil, queremos destacar uma conquista cultural de Portugall que, sobretudo, engrande os países lusófonos. Trata-se do reconhecimento pela UNESCO do Cante Alentejano como Patrimônio Imaterial da Humanidade.
O Cante Alentejano caracteriza-se como um canto de coro, sem instrumentos. Alternam-se um cantor só e um coro. Entre as pausas há um alto que arremata as estrofes. A sequência segue uma cadência que, depois de concluída, inicia novamente. Inicia-se com um ponto o qual cedendo lugar ao alto interrompe para dar lugar ao coro, a este juntam-se o ponto e o alto. Terminada a estrofe, inicia-se o processo novamente. (em anexo há o Cante: Rosa Branca, desmaida, para ilustrar e apreciar).
Os especialistas associam o cante aos gregos e romanos, posteriormente teria sido assimilado pelo canto gregoriano e tradição árabe. Esta canção era comum nas lides das lavouras portuguesas, nas horas de ócio, em atividades domésticas e até mesmo em solenidades religiosas.
Atualmente, devido à mecanização da lavoura, com o conseqüente êxodo rural, bem como a presença de rádio e televisão o gênero musical está em decadência. O cante ficou confinado a grupos oficiais e especializados. Tem se apresentado em grupos folclóricos e festas populares ou mesmo apresentações eruditas. Evidentemente não se deve confundir com o Fado, que ha dois anos também é Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, mas com outra estrutura.




https://www.youtube.com/watch?v=M9Glstve450