sexta-feira, 19 de agosto de 2011

DETERMINAÇÃO, SENADORES! Selvino Antonio Malfatti.


Ao que tudo indica a Presidente Dilma está disposta a encarar os corruptos que atuam na política e proceder a uma faxina ética. E como seu partido e aliados são governo e por isso detêm cargos, ela terá mesmo é que cortar na própria carne. E o clamor já se faz ouvir e está se generalizando, friso, no partido dela e de seus aliados, de tal forma que há sinais de rebeldia. O primeiro a se manifestar foi o Partido Republicano, por sinal, o primeiro ser acertado por ela com um tiro certeiro. Retirou-se do governo, embora fique com os cargos.
Em apoio às medidas da Presidente, o senador Pedro Simon, iniciou um “movimento” de apoio a Dilma Rousseff para que prossiga na luta contra a corrupção. Já são quatro ministros que se foram e dezenas de funcionários. No Ministério dos Transportes, reduto do PR, 24 servidores foram demitidos, inclusive o próprio ministro. Há poucos dias surgia a Operação Voucher da Polícia Federal culminando com mais prisões de funcionários ligados à alta cúpula.
Junto a Simon perfilaram-se em apoio ao movimento vários senadores como, Cristóvam Buarque (PDT), Ana Amélia Lemos (PP), Mozarildo Cavalcanti (PTB), Pedro Taques (PDT), Jorgue Viana (PT), José Pimentel (PT), Rodrigo Rollemberg (PSB), e Antonio Paim (PT). Os senadores que hipotecaram apoio a Dilma externaram que não era alinhamento ou adesão política, mas defesa ao Estado de Direito.  As manifestações ao “movimento” de Simon a cada dia ganha mais adesões, em que pesem discursos contrários, paradoxalmente vindos do partido de Dilma.
O que está acontecendo faz lembrar o filósofo Giambattista Vico, na sua famosa teoria da história dos “corsi e ricorsi, (Scienza Nuova). Para este autor a História da humanidade, ou talvez das sociedades globais, não é linear e muito menos um progresso contínuo. É um avançar e retroceder, mas sempre prosseguir. Por isso, não é um progredir eterno – “corsi” - e nem uma desgraça atrás da outra ou um eterno retrocesso “ricorsi”. A História, como um ioiô, tem seus altos e, do mesmo modo, seus baixos. Mas, o mais interessante é que o período “baixo” não chega ao nível do anterior e o período alto é superior ao alto anterior. Neste sentido, está sempre avançando.
Se aplicarmos ao caso brasileiro pode ser que estejamos saindo do fundo do poço, do refluxo, e emergindo para a superfície, em outras palavras, estávamos nos “ricorsi” da corrupção e agora voltamos aos “corsi” da ética. O período de corrupção estaria dando lugar à ética.
Senadores, para que o movimento triunfe é preciso “virtù” e não apenas “fortuna”. Deixar os “ses” de lado. “...se nessa hora nós tivermos condições de fazer este movimento, se o presidente Sarney tiver a grandeza de ser presidente do Congresso e os líderes tiverem um pouco mais de humildade, podemos iniciar o movimento”. (Folha de são Paulo, 14/8/2011)
De nada adianta ficar fazendo hipóteses como: se Caifás se comovesse, se Pilatos fosse mais corajoso, se Herodes abandonasse sua amante, se Judas... se, se...então, Cristo não teria sido condenado à morte.
Como Anna Hazare, da índia, É PRECISO ATITUDE!