sexta-feira, 5 de novembro de 2021

G20, ROMA E COP26, ESCÓCIA – POLÍTICA x CIÊNCIA. Selvino Antonio Malfatti

 




Atualmente se realizada a cúpula do clima em Roma com as 20 maiores economias do planeta, e em seguida a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26), em Glasgow, na Escócia.

Nas duas a constatação de que o clima do planeta está no limite. Já se tentou estabelecer metas de diminuição de poluentes. Mas isto leva a diminuição da produção e com ele a restrição ao consumo. E isto as maiores potências não querem  por que ninguém quer a privação, ninguém quer produzir menos, ninguém quer o sacrifício para salvar o clima.

Se numa família ou em outro grupo as provisões não conseguirem satisfazer as necessidades dos membros há três alternativas: ou consumir menos ou produzir mais ou administrar melhor. Se 5 sacos de batatas não forem suficientes ou se diminuem os gastos ou se acrescentam mais batatas ou se consuma racionalmente de tal forma que não falte.

O mesmo acontece com nossa morada comum, a terra. Neste momento o consumo é maior do que se produz. A produção envolve um desgaste tal que neste ritmo a terra não suportará mais em breve. Até agora o diapasão para solucionar foi diminuir o consumo. Acontece que as grandes economias não querem a privação, ao contrário querem aumentar. O aumento de produção, no entanto acarreta o aumento do desgaste o qual levará em breve ao colapso do sistema. Logo, a solução da privação coletiva ou o aumento da produção estão descartados. Numa solução política o bode expiatório são as nações sem poder econômico, mas com potencial despoluidor através do seu meio ambiente. É para elas que se voltaram o dedo acusatório. Chega de agredir o meio ambiente, de poluir de desmatar. Mas a pergunta: o que fizeram os países ricos com o meio ambiente, com a poluição, com o desmatamento? Não seria exatamente por isso que são ricos, em cima das costas dos pobres?

Qual alternativa? A meta seria diminuir a produção mundial para diminuir a temperatura. Conforme o G20 se esta aumentar mais – 1 grau ou 1/5- o planeta entrará em colapso.

Surgem e já surgiram várias propostas, mas a mais nova e original é da climatologista italiana Claudia Tebaldi, há anos nos Estados Unidos. Certamente baseada nas conclusões de Maltus que afirmava que a população mundial aumentava geometricamente enquanto a produção de alimentos aritmeticamente. Nesta proporção em 25 anos a população dobrava e a produção de alimentos aumentava desproporcionalmente. O que Maltus não previu foi a tecnologia que colocou a produção no mesmo patamar.

Cláudia Tebaldi sugeriu que em vez de se insistir na diminuição da produção se aplicasse a tecnologia na contenção dos efeitos perversos da produção, isto é, a poluição. Diz ela: “Realisticamente, acho que será mais fácil resolver o problema do aquecimento global com a tecnologia do que mudar radicalmente nosso estilo de vida, como a política promete fazer".

A climatologista é contra tão somente a propostas políticas, contrapondo uma solução também científica. Ela acha que será mais fácil resolver o problema do aquecimento global do que mudar o estivo de vida das populações. Se isto fosse através de métodos compulsórios talvez se conseguisse por algum tempo. Mas definitivamente não. Então a saída não pode ser só política, mas científica.

A prova de que medidas científicas podem resolver problemas basta compara o Katrina com Ida. O primeiro causou grandes prejuízos materiais. Foram mais de 108 bilhões e 1800 vidas.  Enquanto o segundo teve efeitos maiores com a perda de 30 milhões de barris de petróleo, no entanto salvou mais vidas.

Para o caso do Katrina medidas científicas preventivas foram tomadas. A Allianz implementou inspeções frequentes de telhados, verificando a idade e estruturas e exames minuciosos e com isso pode suportar melhor os impactos das chuvas e vendavais.

Está colocada a questão: política ou ciência. Basta escolher.

 


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