sexta-feira, 23 de junho de 2017

NOVE PRINCÍPIOS PARA “MANTER-SE COM O FUTURO”. Selvino Antonio Malfatti




Há um instituto de pesquisa, nos Estados Unidos, chamado Escola de Arquitetura e Urbanismo do Massachutts Institute ol Technology – o Media Lab.  Neste, os mais renomados cientistas das várias áreas tecnológicas desenvolvem pesquisas para melhorar a vida humana: aperfeiçoar o que existe e suprir as deficiências. Procura constantemente avançar nos conhecimentos tecnológicos. O Instituto parte da premissa de que a tecnologia pode trazer mais felicidade ao homem.  Nos últimos dez anos, o Media Lab avançou sobremaneira nos conhecimentos da “revolução digital” e na expressão humana. Dele saíram as pesquisas sobre cognição e aprendizagem, música eletrônica e holografia, mas também em pesquisas que facilitam e suprem as deficiências humanas como Alzheimer, depressão e socialização .
Recentemente foi editado um livro de Joi Ito  - Mantendo-se com o Futuro - no qual apresenta Nove Princípios para se manter nos próximos anos. Estes são uma pauta filosófica para poder viver inserido no que vai acontecer proximamente.

OS NOVE PRINCÍPIOS

I – Emergência de base substitui Autoridade de cima.

Autoridade.

Sistema que abrange produção, organização e distribuição do conhecimento de cima para baixo. O pressuposto é que o conhecimento resida ao alcance de poucos e que sua socialização depende de sua decisão.
Emergência
Graças à internet o conhecimento emerge de baixo para cima. As ferramentas das redes fazem com que você mesmo decida provocando um movimento de disseminação coletiva do conhecimento.

II – Puxar substitui empurrar (Pull X push)

Empurrar

Modelo de gerenciamento pelo qual se adquirem e se armazenam recursos. O controle é global e se emitem ordens de centro para margens.

Puxar

Os recursos são exauridos do interior do projeto somente enquanto necessários. A partir daí afluem das bordas através de redes de relações amparadas nas novas tecnologias das comunicações.

3 -  Bússola substitui cartografias

Cartas

Modelo segundo qual, antes de agir, apresenta uma compreensão detalhada da situação e um trajeto pré-definido. Deparando-se com obstáculos, é redesenhado o mapa.

Bússola

Num mundo veloz e repleto de imprevisibilidade é necessário valer-se da criatividade e estar prontos para mudar a rota.  Diante de obstáculos se os contorna e prossegue.

4- O risco substitui segurança

Segurança

Para se ter segurança, quando o custo for elevado para se colocar um produto no mercado ou disseminar uma ideia ao grande público, é preciso conseguir um projeto com protocolos e aprovações.

Risco

Com ferramentas 3D, os processos de produção são rápidos e seu custo baixo. Por isso, esta opção é preferível para ideias e objetos embora sujeitos a falhas eventuais.

5– Desobediência substitui concordância

Concordância

Na sociedade industrializada e voltada para a produção acredita-se que somente um número restrito de pessoas tenha capacidade criativa. Os demais devem se concordar com as ordens vindas deles.

Desobediência

Novos processos, mormente os de automação, abrem-se novos cenários do trabalho. Diante deste quadro terá mais sucesso quem se fizer perguntas, fia-se no instinto e se nega a seguir as regras quando são empecilhos.

6- A prática substitui a teoria

Teoria

Abordagem assentada sobre rigorosas previsões e monitoramento dos processos concluídos. Nenhuma proposta será aprovada senão após rigoroso estudo.

Prática

Num futuro de alta velocidade, esperar acarreta custos mais elevados que improvisar. Por isso é melhor produzir imediatamente novos protótipos e mudar de rota, calcados no princípio “aprender fazendo”.

7 - Diversidades substitui capacidade

Capacidade

Acredita-se que as pessoas mais inteligentes e melhor qualificadas numa disciplina também são as mais preparadas para resolver os problemas de seus setores.
Diversidades
Em tempos complexos os grupos variados são os mais produtivos. A delegação de tarefas não segue o critério do título, mas a demonstração de maior aptidão para qualidades cognitivas.

8 – Resiliência substitui força

Força

Tradicionalmente as grandes empresas se blindam para s protegerem de possíveis falhas. Para tanto, rodeiam-se de recursos extras, programam estruturas de gestão hierárquicas e processos impenetráveis para terceiros.

Resiliência

As empresas empregam um investimento tal que, se falhar, no máximo não há grandes prejuízos, mas um aprendizado das falhas. Por isso, se pensa que é mais lucrativo desistir do que resistir.

9- O sistema substitui o objeto

Objeto

O quadro tradicional industrial calca-se sobre preços de produtos individuais e o lucro é uma consequência do valor individual ou corporativo.

Sistema

Hodiernamente é sempre mais urgente considerar o impacto de um objeto como um todo num sistema de relações entre as pessoas, suas comunidades e os ambientes culturais que vivem.

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