sábado, 4 de setembro de 2010

PÁTRIA









Quem de nós não sonha em morar um tempo no exterior ou mesmo lá passear? Realmente é bom. Conhecem-se outros costumes, outra cultura, ou forma de pensar e agir. Mas isso tudo é no começo. Daí a pouco se começa a procurar canais que falem português e não se acha. Procura-se uma comidinha que se tem vontade, e não se acha. Amigos, começa-se pensar nos amigos. Ligar? É muito caro. Tem o MSN ou Orkut, mas os horários não combinam. O deslumbramento vai se esvaindo...e a saudade apertando. Então, então se começa contar os meses, os dias, as horas para voltar. E a volta, que ânsia, o avião não chega nunca. E quando chega: VIVAAAAAA! Que alegria, que felicidade, que alívio! No Brasil, enfim!
Imagine quem, por dever, está longe dela! Nossos pracinhas no Haiti, os familiares de nossos embaixadores, nossos estudantes se aperfeiçoando profissionalmente no exterior. Todos vivem com o coração angustiado.
E o que pensar, então, daqueles que perderam a Pátria? O povo hebreu, por exemplo, depois que Jerusalém foi tomada pelos romanos permaneceu 2.000 anos vivendo sem Pátria. Os países do leste europeu, conquistados pela Rússia, depois da 2ª Guerra, amargaram mais de 40 anos sob o domínio estrangeiro. É só falar com algum húngaro, polonês, tcheco, eslovaco, alemão oriental para ouvir a dor e o ódio que sentem daquele período! Não deve ser outra a reação dos povos que atualmente abrigam tropas estrangeiras em suas pátrias. Exército estrangeiro é sempre presença estrangeira, quer seja para proteção, quer para dominação.
A mais deplorável situação, porém, é ser arrancado de sua Pátria e ser transformado em escravo em pátria alheia. Embora ainda não tivessem propriamente uma Pátria, apenas grupos tribais, foi o que aconteceu com os africanos no século XIX. Eram levados em navios negreiros em condições piores que animais para os Estados Unidos, Ásia, Brasil e dezenas de países para trabalharem e morrerem como escravos.
Estas são algumas reflexões que vieram nesta Semana da Pátria brasileira. A Pátria não se descreve, se sente. E se sente quando se está privado dela, longe, com vontade de estar nela. A Pátria está em nós como sangue, como pensamento, como vontade. Cada um de nós é a Pátria.

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