quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Como Permanecer no Poder sem Conquistá-lo.

O que mais impressiona nas lideranças políticas do PMDB é o caráter estratégio - e ético - em não apresentar candidado à presidência do país. Afinal, é a maior bancada e o maior eleitorado do pais. Na verdade o partido não precisa disputar o poder pois aplica uma estratégia infalível. Consiste em fazer com que parte do partido se porte como aliado do governo e outra metade como oposição. No caso de o partido do governo vencer, está apto a continuar no poder. No caso de perder, está com um dos flancos disponível para o partido vencedor, pois o este terá que compor-se com ele. Em última instância, estará sempre no governo sem disputar eleição. E o eleitorado que dá o apoio às propostas do PMDB? Estes cidadãos pensam que fazem oposição quando de fato estão votando no governo. O povo quer alternar partidos, mas concretamente confirma a situação
Nem Maquiavel previu isto: permanecer no poder sem conquistá-lo.

Um comentário:

  1. A Aldeia Indígena de Iraí.

    Na terça de Carnaval visitei a Aldeia Indígena de Irai, Rio Grande do Sul. Ouvi uma exposição do Coordenador dos Povos Indígenas do Sul – Paraná, Santa Catarina e Rio grande do Sul. Para ele tudo e todos estão errados: o governo, a Igreja Católica e a sociedade não indígena. O governo não demarca e se demarca é infinitamente inferior ao que precisam. A Igreja impôs e impõe a religião dos colonizadores e a sociedade discrimina, como por exemplo, classificando todos os índios de bugres.
    O que vi, com olhar externo, é uma aldeia dotada de quase toda infra-estrutura: escola, saúde (inclusive com hospital para primeiros socorros), templos (maior parte da Assembléia de Deus). Sentiu-se marcante a presença do Instituo Humanitas de Santa Cruz do Sul com prédio para reuniões, escola em excelentes condições e tudo o que precisa para uma boa como: prédio novo de alvenaria, quadros, carteiras, ventiladores, inclusive com microondas. Foi apresentado um professor de língua caigangue. As crianças até os 8 anos são ensinadas na língua materna e só depois aprendem português.
    A primeira vista e impressão faz crer que a vida na aldeia não é tão miserável assim. O motorista de ônibus que nos levou me cochichou: minha família não tem o que os índios da aldeia dispõem.

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