sexta-feira, 13 de setembro de 2013

AMIZADE. Selvino Antonio Malfatti.





Uma criança sorrindo. Um beijo de mãe. Um abraço de pai. Um enlace de namorada. Um aperto de mão. O que tudo isso evoca em nós? A alegria. E o que nos torna plenos de júbilo? A amizade. A amizade tem o poder de despertar em nós a alegria. Até nos momentos mais tristes podemos sentir alegria se estamos com amigos. A amizade esquece a pobreza, fortalece o sofrimento, perdoa a ingratidão.  Mesmo quando nos despedimos de um ente querido, se estivermos rodeados de amigos, podemos sentir a tristeza envolta na alegria. Amizade e alegria são dois sentimentos que se irmanam, se completam. São almas gêmeas que querem estar sempre juntas.
Quando sentirmos a cadência da amizade, a alegria irrompe aos borbotões no coração. Dispara quando ouvimos a voz do amigo. A amizade pode nos elevar aos céus, imaginar uma humanidade irmanada, um mundo se dando as mãos e entoar a sinfonia de "Ode à Alegria" de Beethoven ou um "Va Pensiero" de Verdi. A amizade nos desprende desta terra, nos deixa levitando no espaço, voando com o pensamento como se não tivéssemos corpo. A amizade é o mais belo presente que alguém pode receber. Ela vale por toda sabedoria, todos os dons, todas as riquezas. Ela enche todo coração. A amizade não necessita de mais nada, ela é completa em si, ela dá alegria.
Estes pensamentos me vieram à mente por ocasião do Colóquio que aconteceu esta semana na Universidade federal de São João Del Rei, Minas Gerais, do dia 9 até 14 de setembro de 2013. Aqui encontrei amigos e antigos mestres  e professores Antonio Paim, Ricardo Vélez Rodriguez e Anna Moog, do Brasil. José Esteves Pereira e Antonio Braz Teixeira, de Portugal.  Colegas professores de universidades de todo Brasil como José Maurício de Carvalho, Tiago Lara, Leonardo Prota entre outros.Uns não estiveram mais presentes como sempre faziam: Caeiro e Soveral, de Portugal e Maciel de Barros e Mercadante do Brasil. Entraram na História 
O tema central deste Colóquio foi a ÉTICA. Os conteúdos desenvolvidos, por professores brasileiros e portugueses, foram os seguintes:
- O debate em torno das concepções éticas e do seu ensino - Prof. Dr. José Esteves Pereira – UNL
- A moral positivista de Luís Pereira Barreto - . Dr. Fábio de Barros Silva – UFSJ
- A moral positivista  de Sílvio Romero e Teófilo Braga - Prof. Dr. Ricardo Vélez Rodríguez – UFJF
- A ética cósmica de Sampaio Bruno - Prof. Dr. Joaquim Domingues- IFLB
- A ética em Farias Brito - Prof. Dr. Leonardo Prota – IH
- A ética criacionista de Leonardo Coimbra - Prof. Dr. Manuel Cândido Pimentel - UCP
- A ética racionalista de António Sérgio e Raul Proença - Prof.ª Dra. Romana Valente Pinho -
- A ética naturalista e neoutilitarista de Edmundo Curvelo e Mário Sottomayor  Cárdia - Prof. Dr. António Braz Teixeira - UAL
- A ética de Leônidas Hegenberg - Prof. Dr. Leônidas Hegenberg - ITA
- A teoria da experiência ética de Antônio Paim - Prof. Dr. Antônio Paim - IBF
-A ética fenomenológica de Eduardo Abranches Soveral - Prof.Prof. Dr. Selvino Malfatti - UFSM
- A ética culturalista de Miguel Reale - Prof. Dr. José Maurício de Carvalho -UFSJ
- A crítica ao culturalismo – A Ética negativa de Júlio Cabrer- Prof. Dr. Júlio Cabrera – UnB
- Ética existencial de Vicente Ferreira da Silva - Prof.ª  Dra. Constança Marcondes César - UFS
- Ética existencialista de Luís Araújo - Prof. Dr. Renato Epifânio -
- Ética neotomista de Urbano Zilles - Prof. Dr. Tiago Adão Lara - UFU
- Ética neotomista em João de Scantimburgo - Prof.ª  Dra. Anna Maria Moog Rodrigues - IBF
- Ética dialética de Henrique Cláudio de Lima Vaz - Prof. Dr. Delmar Cardoso - FAJE-BH
- Ética neoidealista de Antônio José de Brito - Prof. Dr. Miguel Real
- Crítica ao desenvolvimentismo – a ética de Mário Vieira de Mello - Prof. Dr. Paulo Margutti – UFMG


9 comentários:

  1. Realmente ter amigos é ter tesouros.

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  2. Um ótimo time,parabéns.

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  3. Não há solidão mais triste do que a do homem sem amizades. A falta de amigos faz com que o mundo pareça um deserto.
    Francis Bacon

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  4. Bem é uma boa noticia, falar em ética..

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  5. Interessante seria colocar nos currículos primários
    a importância do SER ético.

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  6. Bem a boa notícia é que a ética sobrevive,temos esperança.

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  7. Soneto do amigo

    Enfim, depois de tanto erro passado
    Tantas retaliações, tanto perigo
    Eis que ressurge noutro o velho amigo
    Nunca perdido, sempre reencontrado.

    É bom sentá-lo novamente ao lado
    Com olhos que contêm o olhar antigo
    Sempre comigo um pouco atribulado
    E como sempre singular comigo.

    Um bicho igual a mim, simples e humano
    Sabendo se mover e comover
    E a disfarçar com o meu próprio engano.

    O amigo: um ser que a vida não explica
    Que só se vai ao ver outro nascer
    E o espelho de minha alma multiplica...amigo.
    Vinícius de Moraes

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    1. Ora que pena não haver identificação de autoria deste soneto tão belo. Parabéns e obrigado autor anônimo. Abraços.

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