sábado, 14 de março de 2015

INTERCÂMBIO CULUTRAL BRASIL – PORTUGAL. Selvino Antonio Malfatti.





As relações entre descobridores e terras descobertas por europeus no século XV passaram por algumas etapas. A primeira se caracteriza pelo domínio do colonizador. Os colonizadores iam incorporando as terras aos seus domínios. O espaço para os nativos diminuía sempre mais e eram empurrados para as periferias quando não dizimados. Isto perdurou praticamente até o século XVII.
Num segundo momento, começa surgir uma população de mescla de nativos com os colonizadores. Eram mestiços, crioulos, cafuzos emergindo os conflitos pelos contínuos atritos com os vindos das metrópoles. Os colonos de segunda geração já não aceitam pura e simplesmente serem dominados e querem participar das decisões sobre suas terras e bens. Boa parte se misceginavam com os nativos emergindo uma população que não era nem européia, nem nativa. Isto perdura até o século XVIII. Desta população nasce um sentimento de pertencimento que gerou um desejo de autonomia e mesmo independência. Esta situação aflorou com toda intensidade no século XIX culminando com a independência das antigas colônias. A partir deste fato cortam-se os laços políticos, culturais, econômicos e mesmo religiosos em alguns casos com as metrópoles. Isto perdura praticamente em todo século XIX, findando no início do próximo século XX.
Inicia-se então uma volta, uma retomada dos laços entre a pátria - mãe e a pátria - filho. De um modo geral foi o padrão seguido pelos anglo-saxões, pelos lusos e castelhanos. Alguns deram mais ênfase aos aspectos econômicos, científicos e tecnológicos, como os anglo-saxões e outros aos humanistas como Portugal e Espanha.
Brasil e Portugal no século XX e XXI desenvolvem um trabalho lento de redescoberta mútua. Portugal começa se enxergar no Brasil e este se espelhar naquele. Neste momento o perfil mais maduro está na cultura. E é por isso que vários projetos contemplam a aproximação para enriquecimento mútuo.
É neste contexto que se realizam encontros, congressos, jornadas e colóquios. Um deles é o colóquio Vicente Barreto e outro Antero de Quental, ora em Portugal, ora no Brasil. O Colóquio Antero de Quental de 2013, realizado no Brasil, enfatizou a ética e a política em Brasil e Portugal, pari passu. O Colóquio Antero de Quental deste ano, também no Brasil, na UFSJ, em São João Del Rei, Minas Gerais, pretende inventariar as mútuas influências na área do direito. Os temas e a programação,bem como os palestrantes constam abaixo. 

Programação Completa do XI Colóquio Antero de Quental –UFSJ
De 11 a 15 de maio de 2015
2ª-feira -11/05/2015 Palestra de abertura
Abertura oficial do evento
Conferência de abertura:

1.      Panorama Geral da Filosofia jurídica luso-brasileira no século XX
Dr. António Braz Teixeira -Universidade Lusófona
Debatedor: Dr. Rogério Medeiros -Desembargador do TJMG

2.      A relação entre moral e direito no anti-positivismo jurídico de Farias Brito
Dr. Selvino Antônio Malfatti -UFSM e Centro Universitário Franciscano
Debatedor: Dr. Fábio Abreu Passos -IPTAN

3.      O pensamento jurídico anti-positivista do jovem Paulo Merêa.
Dr. Ernesto Castro Leal -Universidade de Lisboa
Debatedor: Dr. Selvino Malfatti -UFSM e Centro Universitário Franciscano
Novas formas de positivismo jurídico

4.      O pensamento jurídico de Abel Salazar.
Dr. Noberto Cunha -Universidade do Minho
Debatedor: Dr. Adelmo José da Silva -UFSJ

5.      O pensamento jurídico de Pontes de Miranda
Dr. Adelmo José da Silva -UFSJ
Debatedor: Dr. Julio Aguiar de Oliveira -UFOP

3ª-feira –12/05/2015-

6.      O pensamento jurídico de Djacir de Menezes
Dr. Ricardo Vélez Rodríguez -UFJF
Debatedor: Dr. Thomas da Rosa Bustamante -UFMG

7.      O pensamento jurídico de José Hermano Saraiva
Dr. José Esteves Pereira -Universidade Nova de Lisboa
Debatedor: Dra. Mariah Brochado Ferreira -UFMG

8.      O pensamento jurídico de António Manuel Hespanha
Dr. Thomas da Rosa Bustamante -UFMG
Debatedor: Prof. Paulo Roberto Andrade -UFSJ

Neo-tomismo jurídico

9.      O neo-tomismo jurídico de Tristão de Athayde
Dr. José Luiz de Oliveira -UFSJ
Debatedor: Dr. Fábio Abreu Passos -IPTAN

10.  O pensamento jurídico de Leonardo van Acker
Prof. Paulo Roberto Andrade de Almeida -UFSJ
Debatedor: Dra. Constança Marcondes Cesar -UFS

11.  O pensamento jurídico de Manoel Gomes da Silva
Dr. Pedro Barbas Homem -Universidade de Lisboa
Debatedor: Dr. José Esteves Pereira -Universidade Nova de Lisboa

4ª-feira –13/05/2015 -

12.  O neo-tomismo jurídico de Mário Bigotte Chorão
Prof. Dr. Julio Aguiar de Oliveira -UFOP
Debatedor: Dr. Fernando Armando Ribeiro -TJMG

13.  O neo-tomismo jurídico de José Pedro Galvão de Sousa
Dr. Silvio Firmo do Nascimento -IPTAN
Debatedor: Dr. José Luiz de Oliveira -UFSJ

Culturalismo jurídico

14.  O culturalismo de Alcides Bezerra
Dr. Arsênio Correa -IBF
Debatedor: Antônio Paim -IBF

15.  O tridimensionalismo jurídico de Miguel Reale
Dr. José Mauricio de Carvalho -UFSJ
Debatedor: Antônio Paim -IBF

16.  O pensamento jurídico de Evaristo de Moraes Filho
Dr. Rogério Medeiros -TJMG
Debatedor: Dr. José Carlos Henriques -FUPAC/Itabirito

17.  Ordem e hermenêutica a partir do pensamento de Nelson Saldanha
Dr. Fernando Armando Ribeiro -TJMG
Debatedor: Dr. António Braz Teixeira -Universidade Lusófona

18.  O ecletismo jurídico de Goffredo Telles Júnior
Dr. Fábio Abreu dos Passos –IPTAN
Debatedor: Dr. Selvino Malfatti –UFSM

5ª-feira –14/05/2015 -
Do neo-kantismo à fenomenologia jurídica

19.  O pensamento jurídico de Cabral de Moncada
Prof. Bernardo Gomes Barbosa Nogueira -Centro Universitário Newton Paiva
Debatedor: Dr. Rogério Picoli -UFSJ

20.  O pensamento jurídico de Lourival Vilanova
Profa. Dra. Mariah Brochado Ferreira -UFMG
Debatedor: Dr. Luiz Paulo Rouanet -UFSJ

21.  O pensamento jurídico de Eduardo Abranches de Soveral
Prof. José Carlos Henriques -FUPAC/Itabirito
Debatedor: Dr. José Esteves Pereira -Universidade Nova de Lisboa

6ª-feira –15/05/2015 –

22.  O pensamento jurídico de Aquiles Cortes Guimarães
Dra. Constança Marcondes Cesar -UFS
Debatedor: Dr. Norberto Cunha –Universidade do Minho

Perspectiva existencial e raciovitalista

23.  O pensamento jurídico de Delfim Santos
Dr. Manuel Cândido Pimentel -UCP
Debatedor: Dr. Rodrigo Correa -UFSJ

24.  O pensamento jurídico de António José Brandão
Dra. Ana Paula Loureiro -Universidade de Lisboa
Debatedor: Prof. Bernardo Gomes B. Nogueira -Centro Universitário Newton Paiva

25.  O pensamento jurídico de L. Machado Neto
Dr. Paulo Ferreira da Cunha -Universidade do Porto
Debatedor: Dra. Mariah Brochado Ferreira -UFMG

26.  O pensamento jurídico de Aloysio Ferraz
Dr. António Braz Teixeira -Universidade Lusófona
Debatedor: Dr. Paulo Ferreira da Cunha -Universidade do Porto

16 h -Mesa Redonda de encerramento do XI Colóquio Antero de Quental
Dr. António Braz Teixeira -Universidade Lusófona
Dr. José Esteves Pereira -Universidade Nova de Lisboa
Dr. José Mauricio de Carvalho -Universidade Federal de São João del-Rei


7 comentários:

  1. Importante esta troca de conhecimentos.

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  2. É importante saber que pessoas se reúnem para falar de cultura e transmitir conhecimento. Grande figuras, que seja muito proveitosa.

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  3. É muito trabalho e estudo. Felicidades no intercambio.

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  4. Grandes figuras. Muito interessante.

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  5. É uma forma de comunicação. Que renda frutos, serão grandes mestres. PARABÉNS

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  6. A importância desta relação de trocas e informações será o conhecimento socializado de dois países unidos por uma mesma historia.

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  7. Muito interessante o câmbio de conhecimentos.

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