domingo, 9 de junho de 2019
A EDUCAÇÃO INTEGRAL DO HOMEM NA FILOSOFIA DE MANUEL ANTUNES. Samuel Dimas, Professor auxiliar da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa.
Este artigo procura explicitar o sentido integral da educação apresentado na obra do Padre Manuel Antunes, que não visa apenas a instrução técnico-científica, mas sim a formação humana nas suas dimensões ética, estética, filosófica e religiosa. O teólogo e filósofo jesuíta recusa, por um lado, uma perspetiva puramente pragmática e utilitarista da ação humana, centrada no progresso da técnica, e recusa, por outro lado, uma perspetiva puramente fixista da vida humana, centrada nos hábitos e nos dogmas filosóficos, ideológicos e religiosos. Dessa maneira, considera que o objetivo da educação humana não é o homo mechanicus nem o homo romanticus, mas sim o homo misericors que se rege pelos valores universais de um humanismo moral e metafísico que identifique o ser do homem (antropologia) e proporcione o seu fazer ser (pedagogia). O homem misericordioso faz uma experiência sofredora da vida, no reconhecimento da ignorância, da finitude e da morte, pelo que encontra na renúncia e na compaixão as formas mais valiosas de educação e humanização. Palavras chave: educação, pedagogia, humanismo, misericórdia. 1.Introdução: para uma educação integral do homem O desenvolvimento cultural que todos desejamos nos planos ético, estético, filosófico, religioso e científico, para que o homem realize o seu projeto humanizador de forma integral, não é possível sem a educação e esta não se pode concretizar sem uma pedagogia. Consciente desta necessidade, o professor e mestre português Padre Manuel Antunes propõe uma educação que dê primazia à formação sobre a informação e que não reduza o sentido da vida humana ao desempenho econômico-científico e à eficácia da técnica. O homem realiza-se enquanto homem pela educação, mas que dimensões inclui esta humanização e de que saber precisa o homem para a concretizar no dinamismo do devir histórico?
A arte da educação na unidade indissolúvel entre pensar, sentir e fazer Educar é fazer tomar o hábito ou o costume de alguma coisa, ou seja é edificar e formar nos valores culturais da comunidade em que se habita, sejam eles no plano da eficácia produtiva, sejam eles no plano estético, moral e religioso. O saber que humaniza não é apenas o da instrução utilitarista e pragmática, mas é o saber dos valores que traduz a realidade vital e essencial do homem. Como nos diz Manuel Ferreira Patrício, em diálogo como seu mestre Manuel Antunes, o saber que educa o homem e que o faz ser aquilo que é e deve ser não é apenas lógico-ontológico (ser), nem apenas axiológico ou normativo (dever ser), mas é também realizativo (fazer e transformar), no sentido de um saber 175 pragmático e realista de uma atitude responsável que exige firmeza e objetividade na decisão (gravitas), da piedade, no sentido de um vínculo interior ao divino e aos outros membros da comunidade familiar e social (pietas), da simplicidade, no sentido do reconhecimento do valor autêntico de cada pessoa e de cada coisa e do rigor normativo ajustado de acordo com a medida exata exigido por cada realidade (simplicitas) (ANTUNES, 2005, p. 105-106). Assim, considera Manuel Antunes que uma educação ou é integral ou não é educação, pelo que tem de ter em conta todas as aspirações do homem, incluindo as morais e as metafísicas. Em diálogo com Blondel, considera que a educação é a ação promotora e instauradora de valores, suscitando e conservando atos e formas, ideias e sentimentos, conteúdos e estruturas de humanização através de uma relação livre e intersubjetiva entre consciências. Sendo o homem modificável, a educação deve ser ativa para que o homem saiba construir o seu meio criando valores e assumindo responsabilidade perante os mesmos, promovendo não apenas o surgimento de grandes cientistas e técnicos, mas também de sábios e santos. Só mediante uma visão global do ser do homem se poderá escolher o método adequado para a sua educação (ANTUNES, 2005, p. 175-178). Se a ciência aponta para o saber, a arte aponta para o fazer, e a educação reside, pois, nessa arte de saber fazer bem o projeto de humanizar o homem, socorrendo-se, para tal, da pedagogia que operacionaliza estratégias e técnicas para concretizar esse objetivo. Mas Manuel Ferreira Patrício prefere usar o termo antropagogia para caraterizar esta arte teórica e prática de educar o homem na unidade de pensar aquilo que se faz e de fazer aquilo que se pensa: «(…) a antropagogia é a teoria e prática da educação do homem no horizonte de plenitude de sua humanidade» (PATRÍCIO, 2000, p. 76). 3.Educar para o homo misericors Que tipo de homem procura esta antropagogia? Manuel Antunes considera que o objetivo da educação é o homo misericors que se compadece, escuta e renuncia. Uma renúncia no sentido do amor cristão, que, que como nos diz Afonso Botelho, não significa a perspetiva pessimista gnóstica de abdicar do mundo que Deus criou e viu que era bom, mas a perspetiva otimista de uma aceitação livre e responsável da nossa experiência dramática da existência, que implica uma relativização dos bens materiais transitórios e uma adesão total aos bens definitivos de ordem ética e metafísica que têm na relação com a interioridade dos outros e com a transcendência divina o seu valor supremo (BOTELHO, 1951, p. 5). O homem da bondade e do serviço, da reconciliação e da indulgência, da aceitação e da compreensão, da escuta e da paciência, que se compadece com o sofrimento e dificuldade do outro, realiza-se na sua verdadeira humanidade e acede à via da transcendência divina em que essa humanização se plenifica (ANTUNES, 2005, p. 87). O caráter absoluto e divino da misericórdia está no facto de a sua essência não se alterar com as diferentes culturas e épocas, embora possa diferir na forma de se exteriorizar e concretizar: Aqui, manifesta-se distribuindo os ricos os seus bens pelos pobres; revela-se ali como o escudo do fraco e do oprimido; mais 176 além, surge como piedade universal pelos homens e pelas coisas; mais perto de nós, misericórdia pode ser sinónimo, no despojo pessoal, da promoção da justiça e da fraternidade entre os homens e entre os povos (ANTUNES, 2005, p. 87). O padre Manuel Antunes recorda que a misericórdia, a compaixão e a caridade têm a sua raiz no movimento do coração, que é símbolo da afetividade, suscitado pela miséria ou adversidade do outro. Assim, Deus é por excelência o sujeito de mi 177 alegados artificialismos da cultura e do progresso. O autor adverte para o perigo desta atualização das ideias de Rosseau e para a substituição da imagem fragmentada de um mundo mecânico e técnico em permanente dispersão pela imagem idílica e fascinante de um mundo natural orgânico e belo sem injustiças e sem constrangimentos, que tem como consequência a difusão de ideologias e utopias irrealistas e desajustadas à realidade. A tentação de regressar ao mito antiquíssimo da idade de ouro e à alegada pureza originária da ordem social e da organização religiosa de instituições, como o Cristianismo, ignora as dificuldades, turbulências e desordens dessas épocas e desconhece que vivemos num movimento de progressivo desenvolvimento cultural tendendo para uma vida mais harmoniosa que não se encontra no passado, mas sim no futuro, e cuja plenitude só será atingível na realidade escatológica trans-histórica. Reconhecemos nesta posição de Manuel Antunes uma recusa das configurações gnósticas e neoplatónicas da realidade que concebem a existência mundana como o resultado de uma queda e degradação de uma vida pré-existente perfeita que é preciso restaurar. O regresso à origem da história amanhecente deve servir apenas para renovar o compromisso atual com a energia desse espírito dinâmico e simples da juventude, pelo que o importante não é a reconstituição do passado, mas a descoberta da intuição originária fundante ainda despojada dos assessórios de usos e costumes que o tempo acrescentou. Apesar do abuso da técnica e do excesso de intelectualismo, o caminho não é o de regresso, mas sim de progresso para a criação de um novo estilo de vida e de pensamento assente na complementaridade entre a racionalidade, a imaginação e a emoção que evite alienação e promova a humanização (ANTUNES, 2005, p. 60-68). No seu entender, é a misericórdia que poderá restabelecer a unidade perdida da intuição auroral do projeto da criação, representada pelo mito de origem, elevando-nos para além da alienação e esvaziamento do império da técnica e da exploração irracional dos recursos pelo homo mechanicus (ANTUNES, 2005, p. 90). O regresso utópico e escatológico a uma atitude mística e contemplativa da beleza das criaturas e da instauração da justiça, na distribuição equitativa dos bens, já não pode ser feito sem a aliança da misericórdia com a técnica, da ecologia com a economia, da solidariedade com a política. Mesmo que isso signifique uma perda da eficácia na produtividade, encerra um ganho em valores mais importantes como a comunhão, a qualidade de vida e a limitação da violência, na reunião daquilo que o economicismo dispersou, o tecnicismo endureceu e o sociologismo massificou. Este encontro de sentido na História humana só é possível porque a misericórdia é, ao mesmo tempo, ideia e ação, pensamento e sentimento. 4.Uma Educação fundada na filosofia da Vida e da História que promova o espírito crítico Em contraposição com a filosofia platônica que firmava a verdade na realidade imutável e abstrata das ideias por distinção com a verdade aparente e ilusória da existência sensível, Manuel Antunes empreende uma filosofia da Vida e da História que defende uma evolução no dinamismo natural de crescimento e transformação cultural e recusa as seguintes perspetivas instaladas na tradição: a) recusa a mentalidade parmenidiana do esquematismo fixista e repetitivo das 178 ideologias e correntes alheias à mudança e ao progresso; b) recusa a mentalidade heraclitiana do esquematismo fluxionista e instável dos anarquismos sem leis e valores em ansiosa procura de permanente novidade e mutação científica e tecnológica que gera insegurança e desorientação; c) recusa a mentalidade revolucionária do esquematismo libertarista e voluntarista de certos movimentos, como o iluminismo e o racionalismo modernos, que defendem o niilismo e o relativismo; d) recusa a mentalidade revolucionária do esquematismo igualitarista e totalitarista de certos movimentos socialistas que de forma utópica imanentizam valores escatológicos apenas plenamente realizáveis no tempo supra-histórico; e) e recusa a mentalidade fanática e intolerante do esquematismo dogmatista, alheia à valorização da pluralidade e da diferença que se traduz pela imposição sentenciosa e pela justificação sofística com a estrita finalidade da eficácia (ANTUNES, 2005, p. 93-10). Como tal, Manuel Antunes defende a necessidade de uma educação que supere estes esquematismos, mitologias e ideologias provocados pela angústia e pelo medo e que desenvolva o espírito crítico, no reconhecimento de que estes esquematismos são categorias vazias e construções a priori sem conteúdo. Perante a diferença e a ameaça do desconhecido e do estrangeiro, o homem constrói esquemas conceptuais que o oriente e lhe dê segurança individual e coletiva, daí resultando práticas como o terrorismo ou o fixismo. Recordemos a destruição do patrimônio religioso e cultural por parte de fanáticos como os talibans. Cabe à educação a tarefa de superação da estreiteza destes esquematismos entregues ao capricho e ao desejo irracional, construindo uma nova mentalidade mais aberta, justa, compreensiva e misericordiosa (ANTUNES, 2005, p. 102) que atenda à necessidade vital e autêntica de cada pessoa em saber encontrar uma resposta de sentido para as suas inquietações mais profundas. Como refere Ortega y Gasset, só é homem aquele que se realiza autenticamente por íntima necessidade. Ora, o homem faz metafísica na procura de uma orientação radical para a sua situação dramática de desorientação e perdição existencial, procurando pelo sentido originário do ser e do saber acerca do ser e dos seres (GASSET, 2008, p. 564-565). Como afirma Manuel Antunes num diálogo implícito com o pensador espanhol, o sistema de educação deve abranger o conhecimento fatual empírico e experimental da ciência e o conhecimento valorativo da sabedoria filosófica e religiosa, não apenas pela aquisição extrínseca de informação, mas pela compreensão em profundidade da sua origem. Sem modelos e valores que o guiem no sentido e destino, o homem fica sujeito à anarquia e à desorientação: «Para agir e, principalmente, para agir de forma construtiva e criadora, é indispensável ao homem um mínimo de certeza e de confiança, de sentido do próprio destino e do destino da humanidade em geral» (ANTUNES, 2005, p. 157). 5. Para uma conciliação entre a ciência dos factos e a sabedoria dos valores e do sentido do destino do mundo e do homem Em consonância com a reflexão epistemológica contemporânea, o pensador português reconhece que nem a ciência, nem a filosofia nem a religião podem oferecer ao homem a verdade total porque esta só a Deus pertence. Nesse sentido, critica as posições de um certo infantilismo metafísico que, sob a 179 influência da exigência de verificação experimental e da exigência do dogmatismo ideológico, constituem um obstáculo ao educador que procura ser testemunho da sabedoria. Para que este trabalho seja facilitado perante as exigências da presente conjuntura cultural, é importante que tenha uma informação ampla da História e se deixe guiar por uma criatividade e audácia que não o intimide perante o futuro: «Conjugar o passado e o presente, a sabedoria e a ciência, as culturas e a cultura, a história e a prospectiva, o rigor e a compreensão, eis algumas dessas exigências» (ANTUNES, 2005, p. 159). A nossa cultura industrial, tecnológica e digital, concebida num espaço homogêneo e dinâmico sempre em expansão, exige uma educação melhor que não obedeça apenas ao princípio da eficácia, mas também ao princípio do dever ser, e que acompanhe a permanente inovação dos diversos quadros sociais num dinamismo ascensional de secularidade e de cultura renovadora e inventiva que supere a aceitação do passado e da tradição. Vivemos numa sociedade de relativa paz e de abundância, sob o magistério das Luzes e do Progresso da Ciência e da Técnica que procura minimizar o sofrimento e procura instaurar a justiça social, pela obediência aos valores da liberdade e da fraternidade, em que a educação é um fato, uma necessidade e um dever. A educação é um fato, porque sem educação o homem é apenas uma possibilidade, constituindo-se como uma das criaturas mais desprovidas da escala zoológica, tal como poderemos comprovar através da análise do caso das crianças que não foram educadas humanamente e adquiriram as caraterísticas da sua circunstância animal com grande atraso no desenvolvimento mental. É o meio humano, através de uma linguagem, que oferece os gestos, imagens, ideias e emoções, possibilitando a elevação a um nível superior da simples animalidade. A educação é uma necessidade, porque a humanidade não surge como um dado, mas sim como uma conquista e uma construção. A educação é um dever pessoal e social, porque sem ela a cultura torna-se desumanizadora, numa desordem intelectual e moral, que viola a dignidade da vida humana e o instaura na barbárie. Mas num mundo em que proliferam as ciências e as técnicas, os fatos e os dados, as teorias, as ideias e as emoções, parece que os sistemas tradicionais de educação já não dão resposta. Para quê educar? A educação não pode servir apenas para se ser um excelente profissional, mas tem de ter como objetivo o homem integral na particular atenção ao bem comum e à realização pessoal, não em conformismo e servidão, mas na realização de atos livres capazes de fazer surgir novas formas de cultura e novos sentidos da realidade que está em progressivo e inventivo desenvolvimento (ANTUNES, 2005, p. 178-180).
terça-feira, 4 de junho de 2019
XIII COLÓQUIO ANTERO DE QUENTAL. UMA FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO EM CECÍLIA MEIRELES. Selvino Antonio Malfatti
Já que, ao que parece, Paulo Freire não é consenso como Patrono da Educação brasileira, nem a proposta de Padre Anchieta, proponho uma genuína educadora, representando todas as educadoras e educadores brasileiros: CECILIA MEIRELES.
Resumo de sua proposta educacional:
Sua proposta educacional, denominada Escola Nova, pretendia abandonar o denominado modelo tradicional de escola para implantar um modelo moderno, transferindo o centro decisório para a liberdade de alunos e professores, juntamente com os pais.
Resumo de sua proposta educacional:
Sua proposta educacional, denominada Escola Nova, pretendia abandonar o denominado modelo tradicional de escola para implantar um modelo moderno, transferindo o centro decisório para a liberdade de alunos e professores, juntamente com os pais.
XIII COLÓQUIO BRASIL-PORTUGAL. JUIZ DE FORA
Todos os colóquios no Brasil e em Portugal são dedicados a um autor importante para a filosofia e a cultura de um dos países ou um tema. O objetivo desse colóquio é estudar a filosofia da educação presente na cultura lusobrasileira como parte do exame dos temas e autores importantes no Brasil e em Portugal. Nesse sentido, tomar-se-á como referência autores e temas fundamentais na construção da historiografia filosófica luso-brasileira com o propósito de orientar os trabalhos de pesquisa voltados para a filosofia da educação. Abrir-se-á espaço para as pesquisas sobre a filosofia da educação praticada no Brasil colônia como sessão especial. Como nos eventos anteriores haverá também uma sessão em homenagem a um estudioso da filosofia lusobrasileiro. Nesse evento o homenageado é o Dr. Ricardo Vélez Rodríguez, conhecido estudioso do patrimonialismo e pesquisador da filosofia luso-brasileira a mais de quatro décadas. Nesse sentido, o XIII colóquio complementa o estudo sobre a cultura luso-brasileira efetivados nos colóquios anteriores.
quinta-feira, 30 de maio de 2019
COLÓQUIO DE EDUCAÇÃO BRASIL-PORTUGAL, ANTERO DE QUENTAL. Selvino Antonio Malfatti
Realizar-se-á na Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), de 3
a 7 de junho, o XIII Colóquio Brasil-Portugal, congregando estudiosos brasileiros
e portugueses para analisar e refletir a filosofia da educação luso-brasileira. O evento estará aberto ao público,
sendo que as inscrições poderão ser feitas no dia, na secrataria da universidade.
A secretaria do evento estará na UFJF. O secretário do evento será o Prof. Humberto Coelho e a inscrição poderá ser feita on line no site do evento http://anterodequental.wixsite.com/2019.
2ª-feira - 03/06/2019
09h – Abertura oficial do evento
Mesa de abertura e Homenagem ao Dr. Ricardo Vélez Rodríguez. Saudação pronunciada pelo jornalista Lucas Berlanza, Presidente do IL e autor de vários livros e o Prof. José Mauricio de Carvalho, (UNIPTAN) organizador do evento;
Outros participantes da mesa: Dr. José Afrânio Vilela (TJMG), Dr. Ricardo Vélez Rodríguez (Ministro da Educação), Dr. Alberto Diniz Presidente da AMAGIS, Dr. José Esteves Pereira, Instituto de Filosofia Luso-brasileira.
10 h - Conferência de abertura: 1973-2018: 45 anos estudando o pensamento brasileiro
Dr. Ricardo Vélez Rodríguez –UFJF e Instituto de Filosofia Luso-Brasileira.
Ministro de Estado da Educação
11 h – O nascimento da problemática social no Brasil
Dr. Arsênio Correa – IBF
Debatedor – Dr. José Carlos Rodrigues – UFJF
12 - 14 h - almoço
14 h – A gênese da problemática brasileira: Reale, Soveral e Paim
Dr. Alexandro Souza – Prof. do Estado do Espírito Santo.
Debatedor – Dr. Arsênio Correa – IBF
15 h – O conceito de patrimonialismo em Ricardo Vélez Rodríguez
Dr. Humberto Coelho - UFJF
Debatedor: Dr. José Afrânio Vilela – TJMG
16 h – A recepção dos doutrinários e de Tocqueville por Ricardo Vélez
Dr. Marco Antônio Barroso - UEMG
Debatedor: Dr. Luciano Caldas Camerino
17 – Diagnose filosófica a partir da literatura, segundo o pensamento de Ricardo Vélez
Prof. Bernardo Goytacazes Araújo – Chefe de Gabinete da Prefeitura de Três Rios
Debatedor – José Carlos Rodrigues – UFJF
18 h – Ricardo Vélez e as ideias liberais no Brasil
Dr. Luciano Caldas Camerino – UFJF
Debatedor: Prof. Bernardo Goytacazes Araújo – Chefe de Gabinete da Prefeitura de Três Rios
3ª-feira – 04/06/2019
As filosofias da educação – momento colonial
9 h – A filosofia da educação lusitana no ensino colonial
Dr. Lúcio Marques – UFTM
Debatedor: Dr. Samuel Dimas – Universidade Católica Portuguesa
10 h – Sobre os currículos e o ensino da filosofia e da teologia no Brasil colonial
Dr. Roberto Hofmeister Pich – PUCRS
Debatedor: Dr. Lúcio Marques - UFTM
11 h – A filosofia da educação da Ratio Studiorum e sua aplicação no Brasil Colônia
Dr. Delmar Cardoso – FAJE
Debatedor: Dr. Roberto Pich – PUCRS
12 - 14 h - almoço
Filosofias da educação e formação do homem no pensamento brasileiro e português nos séculos XIX e XX.
14 h – A filosofia da educação do Pe. Antônio Vieira
Prof. Adelmo José da Silva Filho e Dr. Adelmo José da Silva – UFSJ
Debatedor: Dr. Adelmo José da Silva – UFSJ
15 h – A filosofia da educação em Teodoro de Almeida (1722-1804)
Dra. Marta Mendonça – Universidade Nova de Lisboa
Debatedor: Dr. Delmar Cardoso - FAJE
16 h – Uma filosofia da educação em Cecília Meireles (1901-1964)
Dr. Selvino Malfatti – UFSM
17 h – Perspectivas morais e pedagógicas de Jean Marie Guyau no
pensamento português (1854-1888)
Dr. José Esteves Pereira – Universidade Nova de Lisboa
Debatedor: Dr. Renato Epifânio – Instituto de Filosofia da Universidade do Porto
18 h – A filosofia da educação de Leonardo Coimbra (1883-1936)
Dr. Manuel Cândido Pimentel – Universidade Católica Portuguesa
Debatedor: Dr. Luís Miguel dos Santos Sebastião – Universidade de Évora
4ª- feira – 05/06/2019
9 h - A filosofia da educação de Leonardo Van Acker (1896-1986)
Dr. Silvio Firmo do Nascimento – UNIPTAN
Debatedor: Prof. Sergio Mauro de Carvalho Tomáz – Prof. do Estado de MG
10 h – A filosofia da educação de Anísio Teixeira (1900-1971)
Dr. Paulo Roberto Andrade de Almeida – UFSJ
Debatedor: Dr. José Carlos Rodrigues
11 h – Uma filosofia da educação em Cecília Meireles (1901-1964)
Dr. Selvino Malfatti – UFSM
Debatedor: Dr. José Afrânio Vilela (TJMG)
12 - 14 h - almoço
14 h – O horizonte último da formação do humano em José Marinho (1904-1975)
Dr. Renato Epifânio – Instituto de Filosofia da Universidade do Porto
Debatedor: Dr. Humberto Coelho – UFJF
15 h – Filosofia da educação do Pe. Manuel Antunes (1918-1985)
Dr. Samuel Dimas – Universidade Católica Portuguesa
Debatedor – Dr. Delmar Cardoso – FAJE
16 h – Florestan Fernandes: desafio educacional como perspectiva de futuro (1920-1995)
Dra. Francisca Eleodora Santos Severino - Universidade Nove de Julho
Debatedor: Dr. Adelmo José da Silva - UFSJ
17 h – Educação e revolução: uma análise crítica da proposta de libertação dos oprimidos em Paulo Freire (1921-1997)
Prof. Mauro Sérgio de Carvalho Tomaz – Prof. Do Estado de MG
Debatedor: Dr. Paulo Roberto de Andrade – UFSJ
18 h – Lima Vaz e a filosofia da educação (1921-2002)
Dra. Claudia Maria Rocha de Oliveira – FAJE
Debatedor: Dr. Samuel Dimas – Universidade Católica Portuguesa
5ª-feira – 06/06/2019
9 h – A filosofia da educação de Darcy Ribeiro (1922-1997)
Dr. Adelmo José da Silva – UFSJ e Dr. Paulo Roberto Andrade de Almeida – UFSJ
Debatedor: Dr. Paulo Roberto Andrade de Almeida - UFSJ
10 h – A busca da identidade da filosofia da educação no Brasil: o pionerismo de Dumerval Trigueiro Mendes (1927-1987)
Dr. Antônio Joaquim Severino – USP e Universidade Nove de Julho
Debatedor: Dr. Manoel Cândido Pimentel – Universidade Católica Portuguesa
11 h – A filosofia da educação de Eduardo Abranches de Soveral (1927-2003)
Dr. Antônio Braz Teixeira – Universidade de Lisboa
Debatedora: Dra. Marta Mendonça – Universidade Nova de Lisboa
12 - 14 h - almoço
14 h – A filosofia da educação de Leonardo Prota (1930-2016)
Dr. José Mauricio de Carvalho – UFSJ e UNIPTAN
Debatedor: Dr. José Esteves Pereira – Universidade Nova de Lisboa
15 h – Cogito antropológico e formação humana no pensamento de Manuel Ferreira Patrício (1938)
Dr. Luís Miguel dos Santos Sebastião
Debatedor: Prof. Bernardo Goytacazes Araújo
16 h – Ricardo Rodríguez: por uma educação guiada pelo liberalismo (1943)
Dr. Sandro Dau - UFES e Profa. Shirley Dau - UFSJ
Debatedor: Profa. Shirley Dau - UFSJ
17 h - Metifilia educacional Apac
Dr. Luís Carlos – TJMG
Debatedor: Dr. Humberto Coelho
6ª-feira – 07/06/2019
9 h – Debate Público sobre “As ideias de Lusofonia no Brasil”
11 h -Apresentação da revista Nova Águia e de outras obras MIL/ IFLB
Dr. Renato Epifânio – Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono e Director da iflb.webnode.com
DELEGAÇÃO BRASILEIRA
1.1 Prof. Dr. Adelmo José da Silva
Universidade Federal de São João del-Rei -
UFSJ
João Del-Rei - UFSJ.
1.2.
Prof. Adelmo José da Silva Filho
Universidade Federal de São João del-Rei -
UFSJ
1.3. Dr. Alexandro Ferreira de Souza
Rua
Dr. Adir Gomes, 167/301
1.4 Prof. Dr. Antônio Joaquim Severino
Prof.
Aposentado da Universidade de São Paulo – USP
1.5 Prof. Dr. Antônio Paim
Membro do Instituto de Humanidades e do
Instituto Brasileiro de Filosofia - IBF
1.6 Prof. Dr. Arsênio Eduardo Corrêa
Membro
do Instituto Brasileiro de Filosofia - IBF
1.7
Bernardo Goytacazes de Araújo
Rua Pedro Braz da Silva, 60 – casa 61
1.9 Prof.ª Dra. Constança Marcondes
César
Universidade Federal de Sergipe - UFS
1.10 Prof. Dr. Humberto
Schubert Coelho
Instituto de Ciências Humanas e Letras
.
1.11 Prof. Dr. Ivan
Domingues
Universidade Federal de Minas Gerais -
UFMG
1.12 Prof.
João Paulo Rodrigues Pereira
Faculdade
Dom Luciano Mendes, (FDLM).
1.13
Desembargador José Afrânio Vilela
Tribunal
de Justiça de Minas Gerais (TJMG)
1.14 Prof. Dr. José Maurício de Carvalho
Professor Titular aposentado da
Universidade Federal de São João del-Rei - UFSJ
1.15. Dr. Marco
Antônio Barroso Faria
Prof. da Universidade do Estado
de Minas Gerais – UEMG
1.16 Prof. Paulo
Roberto Andrade de Almeida
Universidade Federal de São João del-Rei -
UFSJ
1.17 Prof. Dr.
Ricardo Vélez Rodríguez
Prof. Aposentado da Universidade
Federal de Juiz de Fora
1.18
Dra Regina Coeli Barbosa Pereira
Universidade
Federal de Juiz de Fora – UFJF
1.19 Dr. Roberto Hofmeister Pich
Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul
1.20 Profa. Dra. Rosilene de Oliveira
Pereira
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
1.21 Prof. Dr. Selvino Antônio Malfatti
Prof. Aposentado da Universidade Federal de Santa Maria -
UFSM
1.22 Prof. Dr. Silvio Firmo do Nascimento
Centro Universitário Presidente Tancredo
Neves - IPTAN
2.1. Prof. Dr. Antônio Braz Teixeira
Universidade Lusófona – Portugal,2.2. Prof. Dr. Renato Manuel Laia Epifânio
Universidade do Porto
.
2.3. Prof. Dr. Samuel Fernando Rodrigues
Dimas
Universidade Católica Portuguesa - UCP
2.4. Prof. Dr. José Esteves Pereira
Universidade Nova de Lisboa - UNL
2.5.
Prof. Dr. Manuel Cândido Pimentel
Universidade
Católica Portuguesa - UCP
Instituto
de Filosofia Luso-Brasileira
sábado, 25 de maio de 2019
BENS NEM DE MERCADO NEM DE ESTADO. Selvino Antonio Malfatti - Instituto Luso-brasileiro de Filosofia. Lisboa.
Poucos se detêm para refletir sobre uma faixa de bens que
precedem e supõem os bens de mercado ou de Estado. São os bens proto-mercantis
e meta-estatais. Os bens de mercado, sabemos, são negociáveis, têm preço, estão
à venda e à compra. No entanto, existe um conjunto de bens, que são
valiosíssimos, mas não se compram, nem se vendem, pois são anteriores e a cima
dos bens de mercado. Numa comparação, assim como o Direito possui direitos
pétreos, isto é, imutáveis, alheios à negociação, assim também existem os proto-bens
e os meta-bens. São bens intocáveis pelo Estado e fora de objeto de exploração do mercado.
Entre os proto-bens incluem-se o ar que se respira, a
água in natura, terra. São os elementos essenciais identificados pelos
filósofos gregos pré-socráticos. Assim, pode-se ver que Tales de Mileto, viu na
água a origem de tudo. Anaximandro privilegiou o ápeiron, o indefinido.
Anaxímenes, descobriu o ar e Heráclito o fogo, a energia e Xenófanes, a terra.
Aqueles que poluem a água, envenenam o ar ou exaurem a
terra estão atingindo bens fora do controle do Estado e objeto de mercado. Fazem
isso sem custo e em detrimento de todos. Pode-se incluir a impotência do
mercado ou a incompetência do Estado quanto à escassez de determinados bens
como a água, agricultura e petróleo. A sugestão de esperar, pois os custos de
substituição são muitos elevados, como a dessalinização da água do mar está nos
levando para uma situação limite. Mas é possível ainda procrastinar?
O certo é que no embate entre mercado e estado,
configura-se um desenvolvimento insustentável e suicida e até o momento a conta
é creditada ao déficit ecológico. Os economistas lançam alerta, mas o mercado
brinca de cego e o Estado faz olho grosso Afirmando que os recursos são
inesgotáveis. O agravante vem com a explosão demográfica no mundo: Hoje somos
mais de sete e em 2050 ultrapassaremos a marca de nove bilhões.
A combinação desastrosa entre ecologia e demografia
eclodiria com uma mudança climática, já diversas vezes ensaiada aqui e acolá,
na superfície da terra, como ocorreu com Poluição em Minemata, Explosão em
Seveso, Vazamento em Bhopal, Desastre de Chernobyl ou Mariana e Brumadino no
Brasil? Imaginemos o que poderia acontecer na Índia se as monções invertessem
de direção ou desaparecessem? Quem poderia superar os efeitos? O mercado ou o
Estado?
O pior poderá estar por vir: a combinação de desastres,
como demografia e ecologia, por exemplo. Ninguém conseguirá deter a hecatombe
de um desastre numa localidade superpovoada. Todos os órgãos que num período
normal funcionam harmonicamente, com o desastre passariam a funcionar de forma
contraditória. As marés com fluxos e refluxos se avolumariam e invadiriam a
terra. Os ventos varreriam tudo o que encontrassem pela frente. A energia
elétrica provocará incêndios; os rios em vez de transportar, inundam; a água
potável se mesclará com óxidos; os aeroportos virariam entulhos; os hospitais
se tornariam centros de disseminação de vírus infecciosos. Será o cenário do
“Ensaio sobre a Cegueira”, de José Saramago.
sexta-feira, 17 de maio de 2019
A universidade e seus caminhos.José Mauricio de Carvalho – Academia de Letras de São João del-Rei.
A universidade pública brasileira está
sofrendo ataques nas mídias sociais por parte de apoiadores do atual governo. O
que ali se observa resulta de cada um postar qualquer coisa, não importa se
descabida, grosseira, inadequada ou pior, baseada em falsas notícias ou numa perspectiva
míope da realidade.
Ter opinião em assuntos públicos não é
problema, a democracia se constrói com elas, mas isso somente é verdade quando essas
opiniões se estabelecem sobre fatos e buscam esclarecer as diferenças. Apenas
nesses casos o debate e as opiniões diferentes podem produzir algo bom para uma
sociedade. Porém não é isso o que está acontecendo, especialmente desde as
últimas eleições: a mentira, a violência, as falsas notícias se tornaram comuns.
As discussões são importantes porque instruem
a opinião pública numa democracia. Porém se não houver um debate respeitoso,
reconhecendo as posições do outro, não se cria um ambiente razoável, pois em
que pese diferenças internas uma nação precisa de consensos e não pode viver
fraturada. Porém, o que vemos nessas críticas à universidade é a insinceridade,
a desonestidade, a mentira e o ódio. Isso estimulado por um indivíduo
intelectualmente medíocre, mas guindado a superstar por gente do governo e aos
quais parece boa estratégia vilipendiar as pessoas de quem discorda.
No caso em questão, o problema não é
essencialmente o corte de verbas, dificuldades financeiras podem levar a isso. O
que é terrível é que o governo tente justificar esses cortes, desqualificando o
que se faz nas instituições públicas de ensino superior. E essa decisão
lamentável dos governantes mobilizou certo número de seguidores que se
manifestam favorável ao governo, não importa a matéria e a forma. Parece que
essa é a forma mais simples de ser estúpido. Outro dia verifiquei que, em duas
horas, um indivíduo replicou mais de trinta notícias falsas envolvendo as
universidades.
Não se pode dizer que a universidade brasileira
esteja acima de erros, coisas inadequadas ocorrem dentro de seus muros. Em
todos os lugares há gente decente e outras nem tanto. No entanto, quando o
coronel do exército responsável pela guarda de armamento no Rio de Janeiro foi
pego desviando armas, não surgiram postagens dizendo que não se comprasse mais
armas para o exército. E o que dizer dos militares que fuzilaram uma família
honesta matando o chefe, um músico trabalhador e honesto? O que faz um agente
público em situações assim é corrigir erros, identificar e punir responsáveis e
não destruir uma instituição importante pelo erro de um de seus membros.
No caso em questão, a universidade pública
brasileira é responsável não apenas pelo ensino de qualidade, seus cursos estão
entre os melhores do país, mas também é ela a grande promotora da pesquisa
científica sistemática, ela mantém os melhores cursos de pós graduação, além
das ações de extensão. Note-se que o Brasil não é como outros países que, além
das Universidades, possuem muitos e diferentes institutos de pesquisa. Prejudicar
o funcionamento da universidade irá afetar o ensino, as pesquisas e produtos fundamentais
para o futuro da sociedade brasileira.
Nesse sentido, a sociedade precisa se
mobilizar para defender a instituição, o que vai além de reclamar recursos que
a mantenha funcionando corretamente. Creio que isso pode começar a ser feito,
pesquisando a massa de teses ali desenvolvidas, verificando os serviços
prestados e os resultados das avaliações dos estudantes que frequentam o ensino
público universitário. A apreciação honesta desse trabalho é a maior arma
contra a mentira, o ódio e a propaganda ideológica que desaparelha o país para
enfrentar os novos desafios que a vida traz.
sexta-feira, 10 de maio de 2019
«Filosofia abre a mente, entra em todas as escolas » - Selvino Antonio Malfatti
A Filosofia,
de Rafael. Museus do Vaticano.
Enquanto o Brasil vai na contramão da História pretendendo sufocar o ensino da Filosofia, em outros países, há um incremento para expansão da Filosofia, como comprova o APELO nascido no meio acadêmico da Itália.
Diz Ida Bozzi, autora do comentário sobre o APELO, «Filosofia abre a mente, entra em todas as escolas ». Este é um Manifesto" promovido pelos professores italianos do
ensino médio, Marco Ferrari e Gian Paolo Terravecchia. Em dois dias dezenas de
adesões de professores universitários, acadêmicos e empresários.
Uma iniciativa lançada nesta semana e já obteve as
assinaturas de noventa professores universitários e dezenas de professores do
ensino médio. Pretende que a "Filosofia seja adequadamente reconhecida no
exame do Estado", isto é, de maturidade e "inserida em todos os
currículos escolares", incluindo os técnicos e profissionais.
Por quê? "Porque forma homens capazes de
exercer crítica", "porque abre a mente do homem para libertar o
pensamento" e "porque nos faz lembrar que a ciência e a tecnologia
são para o bem do homem". Estas são apenas algumas das muitas razões dadas
no manifesto.
Entre os primeiros signatários da iniciativa estão nomes de
filósofos como Donatella Di Cesare, Carlo Sini e Silvano Petrosino, mas também
personalidades como o psicanalista Massimo Recalcati e empresários como Stefano
Colli-Lanzi, assim como muitos professores aparecem. "É um movimento completamente
apartidário, vindo de baixo - continua
Ferrari - com professores universitários e professores do ensino médio, e
profissionais, empresários e todos aqueles que reconhecem que na filosofia um" ponto de luz ", que ensina como tomar distância das coisas para
entendê-las, ensinando o método de observação e a busca de causas: algo que já
acontece em nossas aulas, com alunos, mas que acontece muito pouco na sociedade
atual e, por exemplo, no debate político ”.
Um dos objetivos do Manifesto da filosofia propõe levar o
estudo desta disciplina a todas as escolas: "Devemos ousar - continua
Ferrari - e trazer a filosofia para todas as várias formas de educação dos
jovens. Todos os alunos, mesmo aqueles que frequentam o instituto técnico, o
profissional ou outros cursos de formação, devem ter a oportunidade de conhecer
a grande riqueza da filosofia“.
Entre as primeiras conquistas, incluindo o lançamento nas
redes sociais (o pôster tem página no Facebook e também pode ser lido no site:
romanaedisputationes.com), os criadores indicam a conquista de 100 mil
assinaturas, para depois levar o manifesto ao Ministério da Educação. .
"Mas a ideia é continuar a jornada", anunciam os
criadores. Entre seus projetos está o de criar um evento nacional dedicado à
filosofia no final do verão e que reúne o mundo da escola, a universidade, mas
também as outras realidades que se mostraram particularmente sensíveis e
interessadas na iniciativa, como o mundo do trabalho e dos negócios. (Jornal italiano Corriere della Sera, Seção Cultura, "L´Apello per la filosofia: «Entri in tutte le scuole" , di Ida Bozzi, acessado: 9/05/2019 >https://www.corriere.it/cultura/ - traduzido e adaptado por Selvino Antonio Malfatti)
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