sábado, 8 de maio de 2010

DIA DAS MÃES - UM DIA SEM CULPA


Dia das Mães. Toda Mãe, nesse dia, sonha antevendo o filho trazendo-lhe sorridente um presentinho. Ele pode vir correndo da escola ou do asilo. Para as mães os filhos, são filhos, e só. O coração já salta, sente a pele do filho, extasia-se com seu sorriso de felicidade. Mãe é feliz quando o filho é feliz. Mas eis que, de repente, sua felicidade se embaça, pois vai se formando lá por dentro uma nuvem negra que se avoluma. Vai inundando sua alma, entristecendo seu coração. O que será? Um sentimento de que não merecia isto, que poderia fazer mais. Perguntas vertem aos borbotões. Não poderia fazer mais? Talvez nem devesse trabalhar e ficar em casa cuidando deles.
Será que de fato estou cuidando como devia os meus filhos? Eu os abraço, estreito-os no peito? Fico perto deles? Leio historinhas para eles? Brinco com eles? Passeio com eles. Consolo-os quando estão tristes? Alerto-os quando se aproximam dos perigos? Mostro-lhes os deveres? Fixo-lhes limites? Dou-lhes liberdade?
E assim, aquela felicidade do Dia das Mães, torna-se um Dia da Tortura das Mães. Podemos reverter isto, isto é, que o Dia das Mães seja um Dia de Felicidade das Mães?
Vou atrever-me a sugerir alguma coisa para as mães nesse dia: deixar de lado o sentimento de culpa. Libertar-se, ao menos por um dia. Ser só feliz, não deixar aproximar-se a cizânia da culpa. Não procurar entender onde se errou, mas onde se acertou.
Há mães perdidas no meio de outras mães, cada uma contando sua própria experiência que não fecha com a sua. É o assédio das sogras buzinando nos ouvidos das mães fazendo lembrar que elas fizeram assim e aquilo e que isso deu certo e que vejam como criou os filhos. É a massificação da televisão, pronta para apresentar pesquisas com ferramentas de última geração botando tudo abaixo o que as mães vinham fazendo. É a pressão das revistas, jornais, pesquisas para que mudem. Mães, digam a todos: silêncio! Sigam apenas o bom senso. Aquele que fala em seu coração. Tenham a certeza, mães, que o bom senso vale mais que todas as pesquisas do mundo, até as mais sofisticadas.
Por isso, nesse dia, mães entreguem-vos à pureza do sorriso dos pequeninos, do reboliço dos adolescentes, do sucesso dos adultos. Sintam-se somente mães nesse dia, bebam a felicidade, sem culpa. FELIZ DIA DAS MÃES.

sábado, 1 de maio de 2010

TERRA SANTA - AS MÃES


No próximo domingo, dia 9 de maio, estaremos comemorando o Dia das Mães.
Na Bíblia são centenas e centenas de citações diretas sobre as mães e milhares de indiretas. Todas elas são significativas, mas há uma passagem que particularmente me chama a atenção: o encontro de duas mulheres, ambas grávidas, Isabel de João Batista e Maria, de Jesus. Trata-se do encontro entre Maria e sua prima Isabel.
O local onde ocorreu é uma pequena cidade montanhosa, a 7km de Jerusalém, chamada de Ein Karem. Na mesma localidade fica também a Igreja de São João Batista, que se localiza no vale, enquanto a Igreja da Visitação fica numa colina, onde era a casa de verão de Zacarias, pai de João Batista. A casa de verão de Zacarias não tem nada a ver com o conceito atual. Significa apenas que, no verão, a família não voltava para casa da aldeia depois do dia de trabalho no campo, mas aproveitava ao máximo a luz do anoitececer e do amanhecer para trabalhar, dormindo para isto numa casa situada na lavoura.
Para se chegar ao local do encontro entre as primas percorre-se uma longa escadaria colina a cima até a Igreja. No início da subida encontra-se a chamada Fonte de Maria.
É impressionante o encontro entre as primas. Além da religiosidade, destaca-se o elevado grau cultural de ambas. Isabel, esposa do sacerdote Zacarias e Maria, esposa de um carpinteiro José, demonstram um patamar cultural admirável. Com efeito, Isabel era esposa de um sacerdote e provavelmente com ele elevou-se culturalmente. Quanto à Maria sabemos que recebeu a educação através de seus pais, Joaquim e Ana. Com efeito, após o seu nascimento, os pais de Maria, a consagram ao Templo. E foi aí, junto aos sacerdotes, que Maria aprofundou-se no conhecimento dos livros sagrados e da ciência da época.
Ao se encontrarem, ambas expressam conhecimentos que vão muito além de pessoas comuns. Isabel, simplesmente diz que é honra demais para ser visitada pela Mãe do salvador e chama Maria de bem-aventurada porque creu!
Maria responde com o famoso Cântico de Maria, o Magnificat, como é conhecido, repleto de conhecimentos e profecias. O mais impressionante neste Cântico é que Maria reconhece que será mãe do Salvador e responde ao “bem-aventurada” de Isabel, dizendo que, por isto, será chamada de bem-aventurada por todas as gerações.
Geralmente no Dia das Mães se passa a idéia piega de mães exclusivamente dedicadas aos filhos. Com efeito, são isto também, mas as Mães, na cultura judaico-cristã, não são sinônimos de enfeites, cozinheiras, babás, mães de filhos, ou mesmo escravas de marido, como em algumas culturas. São pessoas de ponta na cultura, de fronteira científica, empreendedoras, inseridas radicalmente como sujeito no mundo em que se vive. São mães, sim, mas também cidadãs e profissionais.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

TERRA SANTA - RELIGIÃO E INTOLERÂNCIA









É impossível dissociar Terra Santa de religião. O fenômeno religioso se constitui num dos aspectos mais significativos do homem.
Perseguimos a hipótese de que é muito provável que a religião tenha surgido para atender a fins sociais, isto é, para impor eficácia às normas de condutas coletivas. O Decálogo, com certeza, é um protótipo disso, da mesma forma que o Código de Hamurabi, as Tábuas de Conjurar assírio-babilônicas, o Livro dos Mortos, todos, esforços para organizar a vida social. Mas quem poderia dar legitimidade a estas leis e colocá-las num patamar inatingível pelas próprias autoridades políticas do hic e nunc, isto é, dos governantes do momento histórico? Por que a tentação dos governantes é abolir as leis que eles acham que os prejudicam ou os impem de realizar seus desejos, como culpar a burocracia, os poderes judiciário e legislativo, a imprensa e “cosi via”. Por isso, acertadamente, a estratégia foi atribuir às normas um caráter divino, uma natureza sobrenatural, qual seja, as leis seriam emanadas da vontade de um deus.
Na Terra Santa nos deparamos com duas etnias: judeus e muçulmanos, filhos do mesmo pai: os primeiros dizem-se descendentes de Isaac e os segundos de Ismael, ambos filhos de Abraão, mas de mães diferentes. Os primeiros darão origem ao judaísmo e os segundos ao islamismo. Ambas as religiões compõem atualmente, juntamente com o cristianismo, as três grandes religiões monoteístas. O judaísmo influenciou o cristianismo e ambos influenciaram o islamismo. Precisamente são estas religiões predominantes na Terra Santa.
Estas três religiões originam uma disfuncionalidade de comportamentos de alguns de seus membros, setores ou facções entre si e diante das demais. Como o bicho da seda, fecham-se sobre seu proprio casulo e passam a condenar tudo o que estiver fora de si. A doutrina, as normas ou crenças tornam-se exclusivistas anatematizando in limine nos outros tudo o que não for igual à sua crença. Disso nasce a intolerância e agressividade. Os cristãos organizam cruzadas para atacar os islamitas. Estes invadem a Europa para atacar os cristãos e judeus. Judeus atacam cristãos e islamitas e estes aqueles. A intolerância religiosa no período medieval e ainda atualmente em muitos lugares transforma a convivência religiosa num verdadeiro estado hobbesiano, de guerra de todos contra todos
O grau de agressividade e intolerância supera a todas as expectativas. E por conta disso, os turistas ou peregrinos sentem-se desprotegidos. Cada religião tem seu próprio território e impõe suas leis. Como exemplo, podemos citar a visitação ao Santo Sepulcro. Não se tem nenhuma regra, valendo a lei do mais forte, do empurrão, da xingação, do “furo” das filas, da gorjeta. É um caos e um perigo, como a comemoração da liturgia do fogo na semana santa. Todos os anos são eminentes tragédias de proporções imprevistas ameaçando os turistas e peregrinos. Nenhuma religião se preocupa, ou melhor, parece que cada uma torce para que aconteça algo trágico no território da outra religião.







quinta-feira, 22 de abril de 2010

TERRA SANTA - FATOS E LUGARES


Um fenômeno que me chamou a atenção foi a correlação entre um acontecimento significativo e o ambiente. É claro que em alguns casos nada a ver, como a pesca milagrosa no mar, a transformação do vinho em água numa residência, a ressurreição de Lázaro num cemitério e outros. Mas há alguns acontecimentos que são ricos em coincidências. Refiro-me, por exemplo, ao acontecimento da Transfiguração no Monte Tabor. É um monte isolado, sozinho na planície de Jezreel e que significa acertadamente “umbigo da planície”. Tem 400 metros de altura podendo-se enxergar praticamente todos os locais próximos.
Por que não foi numa planície e não sobre aquele esplendoroso monte a Transfiguração?! Para chegar lá, se deixa a condução costumeira e se toma um táxi. E começa-se a subir, subir, voltas, mais voltas, mais subir, mais voltas... Dá um frio olhar para baixo. Como subiram Jesus, Pedro, João e Tiago? A pé? De burro? Que tempo levaram? E Lá? Descansaram ou ocorreu logo a Transfiguração?
Diante si se tem o Vale Armagedom, local da batalha final entre o bem e o mal, conforme profetizado por São João no Apocalipse.
Outro local de coincidências é o Morro das Bem Aventuranças. É divino. Não é tão alto, e nem tão baixo e nem no topo da montanha. Sobre o meio, e pouco a baixo, o Mar da Galiléia. Um local de pensar, de refletir, de sentir. Depois se entra na Igreja pequena, aconchegante, chamando à oração. E se pensa: bem aventurados os pobres de espírito, os que sofrem, os mansos, os injustiçados, os que têm fome e sede de justiça... por que deles é o reino do céus.
Nada de violência, nada de vingança, nada de ódio, de justiça... apenas e tudo: o Reino do céus.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

TERRA SANTA - IMPRESSÕES



Estou de volta ao Brasil da visita à Terra Santa e Jordânia. Gostaria de deixar registrados alguns comentários. Além disso, convido os colegas de excursão para complementarem as impressões enirquecendo com outras observações. Na verdade cada um vê a sua maneira alguma coisa. Penso que a impressão seja pessoal devido ao foco de interesse de cada um. Por isso, coloco à disposição este blog para todos os colegas: Diego, Maria Luiza, Tibiriçã, Maria Ivônia, Maria Tereza, Genair, Solange, Liane, Maria Solange e Marilene.
Visão Geral.

Primeiramente penso que se deveria começar pela Jordânia e depois Israel, e não vice-versa como foi, pois a maioria dos fatos históricos bíblicos do Antigo Testamento ocorreu na Jordânia, tais como a história dos patriarcas – Abraão, Isaac e Jacó – Monte Tabor, Níneve, Batismo no rio Jordão e dezenas de outros. A visita poderia começar com Belém, hoje território palestino, e terminar em Jerusalém com a visita dos lugares da morte, crucificação e ressurreição de Jesus.
O segundo aspecto que gostaria de frisar é que os guias locais foram muito bons, expondo os fatos como neutralidade. Excepcionalmente, o guia da Jordânia entrou mérito da telogia cristã el alguns aspectos exxenciais, como a divindade de Jesus, o dogma da Trindade - pai, filho e esp´rito santo - três pessoas mas um único Deus, a monogamia e poligamia, afirmando que possui um fundamento bíblico. E nisso externou sua crença na superioridade do islamismo em relação ao cristianismo e com isso fugiu ao padrão da imparcialidade. O mais imparcial dos guias foi de Israel, de religião judaica, mas mantendo sempre um profundo respeito com a crença dos cristãos, embora divergisse da judaica.
Outro aspecto geral foi que na Jordânia, apesar da permissão da poligamia, ela atinge níveis ínfimos na população. Os polígamos são contados numericamente. Possuem 4 mulheres apenas dez homens na Jordânia, com 2 ou 3 mulheres entre 50 e 100 homens e apenas 5% pratica a poligamia.
Um aspecto que saltou aos olhos de todos nós foi a presença ostensiva da religião tanto em Israel e Jordânia. Como coincidiu a Páscoa cristã e Judaica, foi um Deus nos acuda. Tivemos que seguir os rituais judaicos, como comer pães ásimos, não beber bebida alcoólica, em alguns casos nem anotações podiam ser feitas. Nos hotéis havia um elevador, denominado de sabá, que parava em todos os andares. Externamente exibiam-se solidéus, barbas, chapéus de clima gelado e assim por diante, tudo isso em nome da religião. Na Jordânia, das mesquitas saíam vozes chorosas chamando os fiéis a orarem cinco, o que de fato o faziam.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Jordânia - Petra


A partir do dia 5 até 8 de abril, estaremos em terras da Jordânia. Este país tem uma
História complicada. Até hoje briga com seus vizinhos: sírios, iraquianos, egípcios, israelitas e palestinos. Tem como capital Amã e sua população está em torno de 6 milhões de habitantes. De seu passado herda a famosa cidade de Petra, início da novela brasileira de Viver a Vida, e talvez só por isso conhecida pelos brasileiros. A partir da capital iniciaremos nossos passeis pelos principais lugares turísticos.
Já no primeiro dia faremos uma visita a Jerash, uma das cidadesDecápolis. Em seguida iremos ao Arco do Triunfo, a praça ovalada, o templo de Afrodite e finalizando, o teatro romano.
No dia seguinte, faremos uma visita panorâmica da cidade de Amman.Na continuação, Madaba para visitar a Igreja Ortodoxa de San Jorge, ondese encontra o primeiro mapa-mosaico de Terra Santa. O Monte Nebovisitado por Moisés que avistou a Terra Prometida, na qual nunca chegaria.
Dando continuidade nos deslocaremos para Petra, patrimônio cultural da humanidade. Antes de Cristo pertenceu aos Edomitas, israelitas. Persas, nebateus,fundadores da cidade-estado. Após, passou para o domínio do Império romano, sendo conquistado por Pompeu. Com o advento do cristianismo passou para o domínio bizantino. Sofreu dois terremotos, sendo que pelo segundo não se recuperou mais. Na idade média foi redescoberta, principalmente pelos trabalhos de Johann Ludwig Burckhardt (1812), tendo o primeiro estudo arqueológico científico sido empreendido por Ernst Brünnow e Alfred von Domaszewski, publicado na sua obra Die Provincia Arabia (1904).No terceiro dia, todo ele dedicado à cidade rosa, a capital dos Nabateos. Conheceremos os mais importantes e representativos monumentos esculpidos na rocha pelos Nabateos. OTesouro, as Tumbas de cores, as Tumbas reais, o Monastério.

terça-feira, 23 de março de 2010

Terra Santa - Judéia


Na postagem do dia 12 de março falamos da nossa visita a Tiberíades, na Galiléia. Do 5º ao 7º dias nos dedicaremos a Jerusalém. Sob todos os aspectos este será o coração das visitas em Israel. As três grandes religiões monoteístas têm presença em Jerusalém: cristã, judaica e muçulmana. Cada uma delas possui objetivos específicos: a cristã por causa da vida de seu fundador, Jesus Cristo, que nasceu, viveu, pregou, padeceu e morreu neste local. A judaica por ter sido sua antiga capital e ter se firmado como nação. E a muçulmana por ter conquistado esta cidade, ter muito de sua história ali alocada, mas principalmente por ser uma boa fonte de renda.

Nosso roteiro para Jerusalém incluirão as seguintes visitas a estes lugares mais significativos.

No Rio Jordão, inclui uma simbólica renovação da promessa batismal. Em seguida haverá continuação pelo vale do Jordão ate Jericó, uma vista panorâmica da cidade e Monte das Tentações incluido as ruínas do mosteiro dos Esênios em Qumran, nas margens do MarMorto. Em continuidade prosseguiremos até Betania e do Bom Samaritano, Tumba deLazaro, Basílica da Ressurreição, Casa de Marta e Maria.

No dia seguinte, início com a visita aos Santos Lugares como Monte das Oliveiras, Capela da Ascensão, Igreja do Pater Noster, Passeio de Dominus Flevit, Getsemani, Horta das oliveiras, Basílica da Agonia,Gruta da Traição e Tumba de Maria. Na continuação iremos para Monte Zion, tumba do Rei David, Sala da Última Ceia, Igreja de São Pedro em Galicânio e as ruínas do Palácio de Caifás. Pela parte da tarde deste dia iremos para Belém, incluindo visita a Gruta da Natividade e de São Jerônimo, Campo dosPastores.

Dando prosseguimento, já no 7º dia, haverá visita à cidade antiga, Muro dasLamentações, Esplanada dos Templos do Domo, (Roca) e Aksa. Como estaremos em plena Semana Santa, percorreremos as 14 estações da Via Dolorosa ate chegar no Calvário, visita ao Santo Sepulcro. Para algo mais light,à tarde faremos uma visita panorâmica da cidade moderna de Jerusalém,Museu de Israel, el Kneset ( Parlamento Israelense), Teatro municipal,maquete de Jerusalém na época de Jesus, Igreja de São JoãoBatista e a Ein-Karem. No dia seguinte
excursão à Fortaleza de Massada e Mar Morto.

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