sexta-feira, 5 de junho de 2026

EDGAR MORIN- O PENSADOR COMPLEXO. Selvino Antonio Malfatti.

 

 


EDGAR MORIN- O PENSADOR COMPLEXO.  Selvino Antonio Malfatti.

Edgar Morin, o pensador bissecular, destacou-se como pensador complexo, significando com isto que nele que tudo é não só e o não só é de tudo. Se disser, por exemplo, que é sociólogo, mas não totalmente, pois há filosofia, que não é só, mas também antropologia, que não é somente, mas história e assim por diante. Os conhecimentos da área não são exclusivos e os complementos de outras áreas não são completos, mas todos e não somente são complementares. Morin nunca é completo, mas se completa quase sempre através da dialética: ordem e desordem, indivíduo e sociedade, ciência e humanidades, problemas contemporâneos e abordagens interdisciplinares.

A própria educação foi interdisciplinar. Abrangeu ciência, filosofia, história, biologia, sociologia e cultura integram uma compreensão mais ampla da realidade. O pensamento de Morin é sempre incompleto, carecendo de complementação. A própria complementação precisa de complementação.

Nasceu com o nome Edgar Nahoum, de origem hebraica, conhecido por Edgar Morin, com data de 8 de junho de 1921, em Paris e faleceu também em Paris em 29 de maio de 2026.

A formação intelectual foi ampla. Inicia com História, Geografia e Direito na universidade de Paris. No percorrer da vida amplia a educação interdisciplinar pela atuação como filósofo, sociólogo, antropólogo, epistemólogo e pesquisador da cultura. Em 1950 ingressa no Centre National de la Recherche Scientifique na qual mais tarde se torna diretor. O resultado intelectual foi uma obra de sessenta livros e outras produções.

Entre os intelectuais que soçobraram a Segunda Guerra Mundial foi um dos últimos. A mais clara característica de seu pensamento foi a complexidade, atribuída à educação, bioética, sociologia, ecologia, política e aos estudos da cultura.

Morin pensa que a ciência reduz erroneamente os conhecimentos a uma pequena parcela da realidade perdendo de vista a visão geral. O risco consiste em ignorar as consequências humanas, sociais, ecológicas e filosóficas do alcance de suas descobertas.

A filosofia deve evitar dois extremos: o dogmatismo e o relativismo, pois os opostos podem coexistir, o cosmo abriga a ordem e desordem, não supor que o todo é melhor que as partes inclusive mais que a soma das partes, as partes não só dependem como influenciam no todo. O mesmo que acontece com o ser humano que um complexo de biológico, psicológico, social, cultural, histórico e reflexivo.

A história não deve ser vista apenas como avanço e retrocesso, civilização e barbárie, racionalidade e irracionalidade.

A maior tipicidade da coexistência dos opostos é na biologia que abriga a organização e desordem.

Na sociologia não se pode tomar o indivíduo como padrão da sociedade, nem lançar mão do modelo de sociedade para explicar as demais dimensões.

A cultura pode ser considerada sociologicamente como foco central, pois dela decorrem e são resultado da linguagem, afetividade, racionalidade e simbologia.

Em síntese o ser humano, a sociedade, a natureza e a história formam uma rede de relações inseparáveis. Compreender qualquer realidade exige considerar simultaneamente suas múltiplas dimensões.


3 comentários:

  1. Grande filósofo, deixa sua marca no mundo, um legado de teorias e pensamentos de valores éticos supremos.

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  2. Defensor intransigente da esperança ativa, contra o fechamento mental, o verdadeiro conhecimento deve estar a serviço do desenvolvimento humano.
    Assim acreditava Edgar Morin.

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  3. Gratidão pelo que contribuiu ão mundo.

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