sábado, 18 de fevereiro de 2023

A PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA NOS REGIMES DITATORIAS. Selvino Antonio Malfatti.

 



Em regimes ditatoriais ou totalitários qualquer discordância ou oposição deve ser silenciada. Não nos iludamos: tolerância zero para oposição.

O bispo de Matagalpa, Rolando Alvarez, da Venezuela, por ser crítico do regime está sofrendo as consequências. O bispo foi condenado, em 10 de fevereiro, a 26 anos e quatro meses de prisão. Foi cassada para sempre sua nacionalidade nicaraguense e seus direitos cívicos.

Isto ocorreu no momento que ele se recusou a embarcar no avião que ele e mais de 200 prisioneiros seriam enviados como refugiados a Washington. Na ocasião foi insultado por um funcionário do governo chamando de “arrogante, desequilibrado, louco e feroz”. Conforme Daniel Ortega a Igreja católica foi cúmplice de uma tentativa de golpe.

As investidas contra a religião católica são frequentes. O bispo Silvio Baez foi condenado ao exílio em 2019. No início do mês, cinco padres foram condenados a dez anos de prisão. Com isto as maiores autoridades episcopais da igreja foram neutralizadas.

Num artigo Andrea de Angelis, em Vatican News, reforça as ideias da perseguição do governo da Nicarágua ao clero católico.

No início de fevereiro um tribunal da Nicarágua condenou o bispo Rolando José Álvarez Lagos a 26 anos de prisão, por se recusar a embarcar no avião com 222 pessoas, padres seminaristas, opositores ou críticos do regime. O bispo foi considerado Traidor da Pátria e deverá permanecer na prisão até 2049.

Até sentença do julgamento apareceu antes do julgamento com o bispo de Matagalpa. O julgamento estava previsto para começar em 15 de fevereiro, mas a condenação veio antes. (https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2023-02/nicaragua-condenado-bispo-matagalpa-prisao-alvares-ortega-igreja.html)

Católicos nas mãos de ditadores na Nicarágua:

- Em 2021 Ortega vence as eleições com 75% dos votos num ambiente de candidatos oposicionistas presos com acusações de fraudes por organizações internacionais.

- Documentos provam torturas e violações dos direitos humanos.

- Confinamento de dezenas de prisioneiros políticos em condições subumanas

- Autoridades eclesiásticas foram acusadas de tomar partido e comprometerem-se com golpistas.

- O núncio papal foi expulso do país juntamente com 18 freiras Missionárias da Caridade.

- Padres foram presos e estações católicas de rádio foram fechadas.

Na lista Mundial das perseguições da América Latina constam os seguintes países: Nicarágua, Venezuela, Honduras e El Salvador.

Além da Nicarágua ainda os cristãos sofrem perseguições e restrições nos países abaixo:

Venezuela, Honduras e El Salvador.

 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

ESTE NÃO É O SOCIALISMO VERDADEIRO! Selvino Antonio Malfatti

 





Quando se apontam as falhas das experiências socialistas é comum ouvir-se a frase:

- Este não é o socialismo verdadeiro! - 

A jornalista da Gazeta do Povo, Bruna Komarchesqui, se dispôs a discorrer sobre o assunto.

O que até agora se tem mostrado é que nenhum socialismo deu certo. Sobre as tentativas que superam duas dezenas e o que se poderia concluir é que cem por cento fracassou. O que se constata é que no entusiasmo inicial da implantação de algum socialismo, os intelectuais se derretem em tecer elogios, mas quando começam aparecer rachaduras no edifício, logo se apressam em se desculpar dizendo que “este não é o verdadeiro socialismo”. Assim aconteceu com a Rússia, Cuba, China, Coreia e outras.

O socialismo tem falhas? Não. Não é o socialismo que tem falhas, mas ele próprio é a falha. O socialismo é uma contradição “in terminis”, assim como vivo e morto. Não podem existir simultaneamente socialismo e liberalismo.

O controle democrático do poder? Esta ilusão foi muito bem estudada por Friedrich Hayek. Este conclui que a realidade mostra que acontece o contrário, isto é, o socialismo leva à concentração do poder nas mãos do Estado. Esta é a conclusão do pensamento liberal. Curiosamente o lado socialista chega à mesma conclusão. O partido, e no caso socialista é o poder visível do Estado, amordaça a sociedade com suas tenazes e concentra em si todo poder. É a conclusão de Robert Michels em os “Partidos Políticos.” Portanto, ambos chegam à idêntica conclusão. Michels aponta razões práticas que evitam a renovação e o poder continue sempre nas mãos dos mesmos.

       “Conforme Michels a lógica democrática deveria reger-se pela substituição contínua dos mais antigos pelos mais jovens para não deixar que os cargos de direção se incrustem no poder. No entanto, o que acontece é exatamente o inverso. Os partidos socialistas têm uma sólida organização, fazendo que a representação se assente mais no passado que no presente. É a lei da inércia que leva a isso, uma preguiça gregária que renova o mandato dos mesmos chefes. Contudo, isso não ocorre por falta de normas. Há uma determinação de que, em cada congresso anual, o partido deva renovar-se pelo voto secreto, bem como, com maioria absoluta, todo o comitê de direção composto de sete pessoas. Entretanto, o que se observa é que, em cada congresso, se distribui aos delegados cédulas impressas com os nomes dos membros da direção anterior. Isso mostra não somente uma continuidade de mandatos como também uma forma de pressão para consegui-los”.(MALFATTI, S. A teoria das elites como  uma ideologia para perpetuação no governo. Revista Thaumazein v. 1, n. 2 (2008) ›

 

 O socialismo tem falhas? Não é o socialismo que tem falhas, mas ele próprio é a falha. O socialismo é uma contradição “in terminis”, assim como vivo e morto. Não podem os dois existir politicamente simultaneamente.

São várias as tentativas de implantação do socialismo. São duas as formas clássicas. A dita via “democrática” e a revolucionária. Ambas acabam sendo violentas. Citaremos algumas experiências:

      Chile

Após eleito e assumir o poder Salvador Allende promove, por decreto, a reforma agrária, a nacionalização do cobre, carro chefe da exportação, estatização dos bancos e indústrias.

As consequências se fizeram sentir imediatamente. Aumento de desemprego, a moeda se desvalorizava, a inflação atingia o teto de 381% e os produtos despareceram das prateleiras.

Ao autogolpe planejado, Pinochet promove um golpe militar e Allende se suicida.

      Alemanha Oriental

Após a pacificação em 1949, os soviéticos, que ficaram com várias ocidentais,  fundaram a República Democrática Alemã, com a construção do Muro de Berlim como “proteção antifascista” dividindo a Alemanha ao meio. A ocidental, liberal e democrática, e oriental socialista.

Quando as duas foram reunificadas pela derrubada do Muro de Berlim se pôde ver a defasagem da oriental: o PIB da oriental era apenas um terço da outra, não havia parâmetros que aproximassem as duas em produtividade, tecnologia, expectativa de vida e outros.

      Coreia do Norte

A Coreia do Norte possui uma fachada liberal, como a realização periódica de eleições. No entanto, a realidade mostra uma ditadura stalinista totalitária, com um culto quase teocrático de A Coreia do Norte oficialmente se descreve como um Estado socialista autossuficiente e formalmente realiza eleições. Vários analistas, no entanto, classificam o governo do país como uma ditadura stalinista totalitária, particularmente por conta do intenso culto de personalidade em torno de Kim Il-sung e sua família.

Caracteriza-se pela estagnação econômica, violação dos direitos humanos e liberdades públicas e controle dos meios de divulgação.

Poderíamos desfilar experiências socialistas. Preferimos buscar os passos  geralmente seguidos pelos líderes socialistas.

1º Apresentação à sociedade do socialismo como um ideal perfeito: paz, bem estar social e econômico. Seria um paraíso terrestre.

2º Necessidade de pequenos ajustes: desapropriações, acomodações coletivas, comida racionada.

3º Eliminação dos inimigos do povo; fuzilamentos, prisões, deportações.

4º Implantação da ditadura: fim das liberdades públicas.

5º Instalação do totalitarismo: domínio da consciência - liberdades internas.

Assim sucedeu na Rússia, China, Cuba e outras experiências socialistas.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

AS VEIAS DA AMÉRICA LATINA – ABERTAS PARA A ESQUERDA. Selvino Antonio Malfatti.

 





Praticamente só faltava o Brasil. Os demais países, uns mais, outros menos, exibem coloração sanguínea. Após a eleição de outubro, o Brasil também entrou para o mesmo rol.

A partir de 1º de fevereiro se definiu o legislativo, dividido em duas casas: deputados e senadores – o Congresso. O espelho da ideologia de um país se reflete nele.

A posse da nova legislatura aconteceu também em 1º de fevereiro. São 513 deputados federais e 27 senadores. Logo após a posse aconteceu a eleição dos presidentes da câmara e do senado.

O importante não seria o nome, mas a ideologia escolhida ou eleita. Mas como a política no Brasil se move pelo fisiologismo o nome do escolhido ideologicamente não é significativo, pois as escolhas do eleitorado não se reflete dos eleitos. Para a câmara dos deputados o cenário aponta para o nome de Artur Lira (PP-AL), juntamente com Chico Alencar (PSOL – RJ).  O Partido aloca-se no centro-direita do espectro ideológico. No Brasil o PP tem fortes vínculos com a ideologia dos governos militares e de seu partido, ARENA. Por isso, Artur Lira pode constituir-se num elo entre o candidato vencedor Lula e o vencido Bolsonaro.

Já o PSOL é um partido entre esquerda e extrema esquerda.  Autodenomina-se “democrático” no sentido de que se sustenta através das massas, contrapondo-se à representação. Está mais próximo da corrente revolucionária que reformista.

No senado a ideologia anda nebulosa. A disputa será entre os candidatos Rodrigo Pacheco (PSD-MG e Rogério Marinho (PL-RN). Em que pese o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) ter apresentado sua candidatura, à primeira vista parece que não terá chances de vencer embora se mostrou preparado nos debates que envolvem temas de profundidade, como a competência dos poderes e sua posição em defesa da vida na questão do aborto.

Pacheco é uma candidatura visivelmente petista-lulista. Seus adversários conservadores enfeixam mais de 50% dos congressistas. Pacheco é seu contraponto. Com ele Lula terá seus projetos facilitados, em que pese apresentar-se como um partido ético e liberal no qual defende a livre associação, liberdade econômica, individual e social, tudo encimado pelos valores.

 Lira representará a direita e a esquerda: será apoiado pelo PL e PT. Deverá transitar no limiar entre as duas ideologias. Como pessoalmente não possui uma ideologia definida não lhe será difícil a função da ambivalência.

O candidato Marinho representa o resultado conservador da eleição presidencial. Com Marinho, o Senado estaria mais perto do resultado das urnas, que evidenciou que a população deseja parlamentares mais alinhados a princípios conservadores. Nisso refletiria um senado mais autônomo tanto em relação do Judiciário como do Executivo.

No entanto, o candidato Rodrigo Pacheco, elegeu-se presidente.

O equilíbrio será difícil, pois Lula venceu a eleição para o executivo, mas não conseguiu formar maioria no legislativo, enquanto Bolsonaro perdeu no executivo, mas emplacou maioria no legislativo.

Como o móvel da prática política brasileira não é o ético, mas o econômico, tanto faz formar ou não maioria legislativa. O móvel é o fisiológico e não ético. Então vamos ao mercado, a ágora grega.

Feita a eleição, "allons" à pauta.

   

sábado, 28 de janeiro de 2023

A HERANÇA PÓSTUMA DE BENTO XVI. Selvino Antonio Malfatti

 





Há poucos dias o mundo foi tomado de comoção pelo falecimento do papa emérito Bento XVI. Todo mundo esperava e sabia que ia acontecer uma hora ou outra, como o falecimento de um ente querido à beira da morte. Mas a emoção é inevitável.

Bento de XVI, além da graça da santidade, ele era respeitado pelo seu humanismo, filosofia, teologia, antropologia e outras especialidades científicas. O mundo sabia que nele estava depositada a cultura cristã acumulada de séculos. E por isso que, quando viu a morte colhê-lo, ficou literalmente órfão. Aos órfãos deixou uma pequena herança póstuma: uma escatologia do cristianismo. Isso para que não sintamos medo. O não sentir medo é recorrente na teologia da Igreja: Nada menos do que 366 vezes é repetido: "Não temas", na Bíblia. Não temer o quê?

1.   Pecado

Se você fez algo errado e sentiu-se culpado e o remorso o acompanha dia e noite martelando na consciência. Liberte-se pela confissão. Após a confissão sente-se confortado, leve e feliz por entregar-se a Cristo. Justamente porque o pecado separa a pessoa de Deus. Para libertar-se do pecado é preciso arrepender-se e voltar novamente a Deus. Por  isso, não é preciso ter medo do pecado mas fazer o que Deus pede.       

2.    Raiva

Às vezes outras pessoas podem, sem ser por maldade, espalhar inverdades a seu respeito. Isto poderá provocar em ti uma raiva. Ao entregar a Deus Ele o ajudará a vencer. Por isso, não sinta medo da raiva, mas aplique o remédio certo para vencê-la.

3.   O medo

Não temer o medo. Quando o sentires lembre-se do que aconteceu com os apóstolos e o Senhor. Os apóstolos sentiam medo do mar e o mestre mostrou-lhe que junto com ele não precisava ter medo. O medo é um estímulo aversivo que provoca um desejo de luta ou fuga. Quem confia em Deus sabe que não precisa ter medo. Basta pedir a ajuda de Deus.

4.   Dor

Se sentires tristeza por ver os pais se separarem, confia no senhor, pois a reconciliação deles trará muito alegria para ti, Não deve temer o futuro, pois Deus pode provocar-lhe a reconciliação e a alegria virá novamente para ti.

A dor, que pode ser física ou psíquica, também pode ser ajudada fisicamente ou espiritualmente. A dor física pode ser aliviada pela medicina e a espiritual com o auxílio de Deus. Por isso, seja confiante em Deus e não tenha medo.

 

Bento XVI contrapõe o “medo” ao amor e confiança. Assim como os filhos podem temer o pai ou amá-lo, da mesma forma podemos ter uma relação temerosa com o pai ou amável com o "Abbá! Pai!"

Na oração que o mestre nos ensinou, guardada desde o início do cristianismo, a Igreja escolheu : “seja feita a tua vontade”.

E é precisamente o tratamento que os cristãos dão a Deus que afasta deles todo medo. Como uma criança que está nos braços do pai nada teme.

 

Como homenagem póstuma publicamos, em anexo, um texto extraído do livro: O que é o Cristianismo. «Che cos’è il cristianesimo» (Mondadori): il suo testamento spirituale.

“ Uma expressão essencial da relação com os mortos é, em todas as religiões tribais, o culto aos ancestrais, visto principalmente no passado em oposição à visão cristã da vida e da morte. Horst Bürkle propôs uma nova apropriação e representação do culto aos ancestrais que me parece digna de consideração. Ele mostra que o individualismo que se desenvolveu no Ocidente e representa a mais forte resistência ao culto dos ancestrais é, na realidade, também oposto à imagem cristã do homem que se vê protegido no misterioso corpo de Cristo.

 

O vínculo do homem com Cristo não é apenas um relacionamento eu-você, mas cria um novo nós. A comunhão com Jesus Cristo introduz-nos no corpo de Cristo, isto é, na grande comunidade de todos os que pertencem ao Senhor e, portanto, atravessa também a fronteira entre a morte e a vida. Nesse sentido, a comunhão com aqueles que nos precederam é parte essencial do ser cristão. Permite-nos encontrar formas de comunhão com os mortos, que talvez na África se apresentem de forma diferente da Europa, mas em todo o caso permite-nos fazer uma transformação significativa do culto dos antepassados.

 

Agora, porém, surge a questão de como a crença em um Deus pode superar o mundo dos deuses. Verbite Wilhelm Schmidt argumentou que a crença no Deus único está na origem da história da religião e foi progressivamente mais e mais ofuscada pelas múltiplas divindades, até que foi capaz de suprimir os deuses mais uma vez. Ele mesmo finalmente admitiu que tal desenvolvimento não pode ser provado.

 

Em vez disso, de alguma forma sempre se soube que os deuses não são simplesmente o plural de Deus, Deus é um Deus no singular. Ele existe apenas na unidade. A pluralidade de deuses se move para outro nível. De fato, o mundo em suas diversas esferas é regido por divindades que só podem dominar uma parte. (…)

 

Ao longo da história das religiões, Deus foi considerado como um monarca que tem poder sobre tudo, mas não o exerce. O único Deus verdadeiro não precisa de adoração, porque ele não ameaça ninguém e não precisa da ajuda de ninguém. A bondade e o poder do único Deus verdadeiro condicionam sua insignificância ao mesmo tempo. Ele não precisa de nós e o homem pensa que não precisa dele.

 

Com a proliferação da crença nos deuses, cresceu o desejo de que o verdadeiro Deus pudesse libertar o homem do regime de medo no qual a crença nos deuses se desenvolveu amplamente. Segundo a crença cristã, exatamente isso havia acontecido com Jesus: o único Deus entra na história das religiões e depõe os deuses. Acima de tudo, Henri de Lubac demonstrou que o cristianismo era percebido como uma libertação do medo em que o poder dos deuses enredara os homens. Afinal, o poderoso mundo dos deuses desmoronou porque o único Deus entrou em cena e acabou com seu poder.

 

Tentei descrever esse evento um pouco mais de perto na obra coletiva Gott in Welt, publicada por ocasião do sexagésimo aniversário de Karl Rahner, e pude estabelecer que existem duas maneiras de abandonar a fé nos deuses. Primeiro as religiões monoteístas originárias da raiz de Abraão, nas quais o único Deus como pessoa determina o mundo inteiro. Ao lado deles, há uma segunda saída, ou seja, as religiões místicas com o budismo Hinayana como forma central. Aqui não há um Deus pessoal, mas mesmo o Deus único se dissolve, torna-se evanescente. O caminho do Buda tende para a aniquilação.

 

Na realidade, essa forma severa de dissolução mística de todas as figuras individuais não se impôs, mas, em última análise, sempre permaneceu como uma representação final e alcançou um poderoso efeito atrativo precisamente nas culturas outrora cristãs da Europa. Na esfera lingüística alemã encontrou expressão na frase atribuída a Karl Rahner: "O cristão de amanhã será um místico, ou não existirá mais". Aparentemente, isso visa uma interiorização e um aprofundamento interior da fé. (…) Para muitos, ao contrário, apenas esconde o programa de apresentar todas as formas concretas de fé como secundárias para chegar, em última análise, a uma devoção impessoal, tal como Luise Rinser indica como a forma superior de ser cristão que ela conseguiu entretanto.

 

A escritora alemã me explicou pessoalmente que o objetivo de publicar a troca de cartas com Karl Rahner era demonstrar que ela era mística e que a longa jornada espiritual que fizera com Rahner resultou finalmente na explicação mística do cristianismo. Não ficou claro para mim até que ponto Luise Rinser queria envolver Rahner na transformação do cristianismo em uma religião mística. Em todo caso, ele queria oferecer uma explicação para a famosa frase de Rahner como uma abertura para o futuro.(Tradução realizada mecanicamente pelo Google e revisada pelo autor do Blog Reflexão).

 

“Un’espressione essenziale del rapporto con i morti è in tutte le religioni tribali il culto degli antenati, che perlopiù venne considerato in passato in opposizione con la visione cristiana della vita e della morte. Horst Bürkle ha proposto un’appropriazione e una rappresentazione nuova del culto degli antenati che a me sembra degna di considerazione. Egli mostra che l’individualismo che si è sviluppato in Occidente e rappresenta la più forte resistenza nei confronti del culto degli antenati si contrappone, in realtà, anche all’immagine cristiana dell’uomo che ci vede protetti nel misterioso corpo di Cristo.

 

Il legame dell’uomo con Cristo non è solo un rapporto io-tu, ma crea un nuovo noi. La comunione con Gesù Cristo ci introduce nel corpo di Cristo, vale a dire nella grande comunità di tutti quelli che appartengono al Signore e oltrepassa perciò anche il confine tra morte e vita. In questo senso la comunione con quanti ci hanno preceduto è parte essenziale dell’essere cristiano. Ci permette di trovare forme di comunione con i morti, che forse in Africa si presentano diversamente dall’Europa, ma in ogni caso ci consentono di operare una trasformazione ricca di senso del culto degli antenati.

 

Ora, però, si pone la questione di come la fede in un unico Dio possa superare il mondo degli dèi. Il verbita Wilhelm Schmidt ha sostenuto la tesi che la fede nell’unico Dio si pone all’origine della storia della religione e venne progressivamente sempre più oscurata dalle molteplici divinità, finché fu in grado di sopprimere ancora una volta gli dèi. Egli stesso ha alla fine ammesso che un tale sviluppo non può essere dimostrato.

 

Piuttosto, in qualche modo si sapeva sempre che gli dèi non sono semplicemente il plurale di Dio. Dio è un Dio al singolare. Egli esiste solamente nell’unità. La pluralità degli dèi si muove a un altro livello. Di fatto il mondo nei suoi diversi ambiti è retto da divinità che possono dominare solo su una parte. (…)

 

Nell’estensione della storia delle religioni Dio è stato considerato come un monarca che ha sì potere su tutto, ma non lo esercita. L’unico vero Dio non ha bisogno di culto, perché non minaccia nessuno e non ha bisogno dell’aiuto di nessuno. La bontà e la potenza dell’unico vero Dio condizionano nello stesso tempo la sua insignificanza. Non ha bisogno di noi e l’uomo crede di non aver bisogno di lui.

 

Con la proliferazione della fede negli dèi crebbe la nostalgia che il vero Dio potesse liberare l’uomo dal regime di paura nel quale si era ampiamente sviluppata la fede negli dèi. Secondo la convinzione dei cristiani, con Gesù era successo proprio questo: l’unico Dio entra nella storia delle religioni e depone gli dèi. Soprattutto Henri de Lubac ha dimostrato che il cristianesimo venne percepito come liberazione dalla paura nella quale la potenza degli dèi aveva imbrigliato gli uomini. In fondo il possente mondo degli dèi crollò perché entrò in scena l’unico Dio e pose termine alla loro potenza.

 

Io ho cercato di descrivere un po’ più da vicino questo evento nell’opera collettanea Gott in Welt pubblicata in occasione dei sessant’anni di Karl Rahner, e ho potuto stabilire che vi sono due vie d’uscita dalla fede negli dèi. Dapprima le religioni monoteiste originate dalla radice di Abramo, nelle quali l’unico Dio come persona determina il mondo intero. Accanto a queste vi è una seconda uscita, vale a dire le religioni mistiche con il buddismo Hinayana come forma centrale. Qui non vi è alcun unico Dio personale, bensì anche l’unico Dio viene dissolto, diventa evanescente. La via del Buddha tende all’annichilimento.

 

Nella realtà questa forma severa di dissolvimento mistico di tutte le singole figure non si è imposta, ultimamente però è rimasta sempre come rappresentazione finale e ha raggiunto una potente efficacia attrattiva proprio nelle culture d’Europa una volta cristiane. Nell’ambito linguistico tedesco ha trovato un’espressione nella frase attribuita a Karl Rahner: «Il cristiano di domani sarà un mistico, oppure non esisterà più». In apparenza questo mira a un’interiorizzazione e a un approfondimento interiore della fede. (…) Per molti, invece, nasconde solo il programma di presentare come secondarie tutte le forme concrete della fede per giungere ultimamente a una devozionalità impersonale, come quella che Luise Rinser indica come la superiore forma dell’esser cristiani nel frattempo da lei conseguita.

 

La scrittrice tedesca mi ha personalmente spiegato che lo scopo della pubblicazione dello scambio epistolare con Karl Rahner era quello di dimostrare che lei era una mistica e che il lungo percorso spirituale da lei compiuto con Rahner sfociava da ultimo nella spiegazione mistica del cristianesimo. Non mi è divenuto chiaro fino a che punto Luise Rinser volesse coinvolgere Rahner nella trasformazione del cristianesimo in una religione mistica. In ogni caso voleva offrire una spiegazione della famosa frase di Rahner come apertura verso il futuro.”( Che cos’è il cristianesimo» (Mondadori): il suo testamento spirituale”

 


sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

PANORAMA POLÍTICO DA AMÉRICA LATINA - ENFOQUE NO MERCOSUL. Selvino Antonio Malfatti.

Tudo indica que há uma nova disposição para reativar as Políticas do MERCOSUL principalmente depois de os novos dirigentes que assumirem os governos a partir de 2021 em diante. Isso devido ao interesse  também da União Europeia nos negócios que podem ser lucrativos para ambos, America Latina e Europa. 

O maior problema enfrentado é duplicação de interesses, como exemplo agricultura automatizada, comércio internacional informatizado e indústria robotizada. Tanto União Europeia como Mercosul atuam nesses setores. 

Vejamos os novos governos e seus interesses.


111Argentina

Nossos Hermanos, como costumamos chamar, principalmente os argentinos, têm dois desafios este ano: as eleições presidenciais e a recuperação econômica.

O presidente em exercício, Alberto Fernández, concorre à reeleição. Ao mesmo tempo haverá eleição para um terço do Senado federal, metade da câmara dos deputados e governos regionais. Para o presidente que enfrentará as eleições a situação política é delicada.

Agravam a situação a crise econômica e a pandemia da Covid-19. Por isso o índice de aprovação está em torno de 24%, na verdade baixo demais para quem busca a reeleição. Por trás ainda tem que lidar com a vice-presidente Cristina Kirchner que carrega uma boa carga de corrupção.

Pelas pesquisas eleitorais a coalizão Juntos por el Cambio ocupa o primeiro lugar nas intenções de votos, cujo líder formal é Horacio Rodríguez Larreta.

Outra coalizão partidária é La Libertad é La Lbiertad  Avanza, cujo líder é Javier Milei, de extrema Direita.

2. 2. Brasil

O presidente Lula terá como ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira e como secretária Geral do Itamaraty a embaixadora Maria Laura da Rocha.

Lula sabe e por isso se aproveita por possuir prestígio internacional. As visitas terão o presidente conduzindo pessoalmente as visitas. Alguns pensam que Lula dispensa a ideologia. Na verdade é apenas aparente.

Para início já tem agendadas visitas para Argentina e EUA e Hungria, Fernández, Biden e Orbán respectivamente. A pressão internacional na questão do ambiente forçou o governo nomear  André Correa do Lago para se dedicar ao meio ambiente. A tese do governo brasileiro é dividir as responsabilidades: os que têm mais contribuem com mais e os mais pobres com menos.

Ao participar da reunião de Davos, na Suíça, o ministro da economia apontou os rumos do Brasil na questão político-econômica: a democracia como norte político, sustentabilidade Fiscal e Justiça social e retomada da industrialização com sustentabilidade ambiental.  Não é outro o pensamento do vice-presidente e ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

É muito provável que o governo se volte prioritariamente para os países africanos, mas também os lusófonos.  Angola (África), Moçambique (África) ,Guiné-Bissau (África) , Guiné Equatorial (África) , Cabo Verde (África) , São Tomé e Príncipe (África) ,Timor-Leste (Ásia), Macau (Ásia).

3.3. Paraguai

Em abril os paraguaios deverão comparecer às urnas para elegerem o presidente e o parlamento- deputados e senadores. De momento o país conta com um presidente  do partido Colorado, Mario Abdo Benítez. Como candidato do futuro pretendente  Santiago Peña, também do partido Colorado. Em oposição apresenta-se a Frente ampla, anti-colorado, a Concertacion tendo como candidato Efraín Alegre, de centro.

O maior desafio será renovar o Acordo de Itaipu do Brasil com o Paraguai. A usina elétrica é vital para o Paraguai pois compõe 905 de seu consumo energético e 20% de sua exportação.

4. 4. Uruguai.

Como os demais países do MERCOSUL é uma república presidencialista, pela qual o presidente é chefe de Estado e de Governo. É controlado pelo legislativo e judiciário.

E considerado um estado unitário, mas dividido em 19 departamentos. Ao governo é descentralizado ao máximo, pois cada departamento tem enorme poder administrativo local. A função legislativa departamental fica a cargo da Junta departamental e a executiva o intendente.

5.5. Países-membros do MERCOSUL: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai

66.Países associados: Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Guiana e Suriname.

77. Países observadores: México e Nova Zelândia (esse último país não está presente no mapa abaixo).

 

88. Resumo das atividades políticas previstas dos Países do MERCOSUl.

   

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

SERIA POSSÍVEL UM HUMANISMO PARA TODOS? Selvino Antonio Malfatti

 

                                                   Diversidade

Não seria exagerado e até poderia ser dizer que o genuíno humanismo é aquele, conforme Protágoras, que faz do homem a medida de todas as coisas. O que entendemos por Humanismo? Nada mal seria partirmos da proposta aristotélica: as causas do ser. Todo ser se estrutura sob quatro causas: causal, material, formal e final. Partindo da proposta de Protágoras e conjugando com Aristóteles devemos encontrar um humanismo cuja origem seria o homem explicado pelas causas intrínsecas do ser.  Não pode ser um humanismo alicerçado numa máquina fruto de uma inteligência artificial. Um humanismo só pode ser bom quando tiver sua origem no homem, seja elaborado pelo homem e para o bem estar do homem.

Sonho com um mundo ocupando somente algumas horas do dia dentro de um escritório de máquinas que fabricam máquinas. Sonho com robôs automatizados que trabalham em lavouras preparando a terra, eliminando pragas, fazendo a colheita. Outros processando os produtos tornando-os farinha, carne, pão e alimentos.

Sonho com um mundo pessoas se dedicando às artes, ao lazer e ao culto cantando o hino de Beethoven: Alegria dos Homens. Nesse tempo foi eliminado o suor dos homens, por isso, comerão o pão com o sorriso nos rostos. O trabalho humano foi abolido e em seu lugar foi instituído o lazer universal. A dor, a fome, a sede, a doença, o vestuário já não é uma atividade dolorosa para conseguir por que existe em abundância: uma “Civitas Solis” de Tommaso Campanella.

A realidade, porém ainda é outra. Não só do nosso país, como do planeta Terra. Nosso país não tem nem menos nem mais, mas ainda são enormes.

Quando e como chegaremos lá, no reino da Alegria dos Homens? Alguns sonham com sociedade espontaneamente igualitária, na qual os bens pertencem a todos e todos os usufruem conforme seus desejos e necessidades. Outros sonham com uma igualdade compulsória, com um grupo se encarregando de garantir o nivelamento, não permitindo que ninguém e nem grupo algum se sobressaia.  Há ainda os aspiram com uma sociedade convicta da superioridade da igualdade, e por isso age de forma convencida a viver na igualdade. Por fim há ainda uma proposta de igualdade através da qual cada um busca sua própria igualdade. Não seria a igualdade de todos, mas de todos igualmente livres. Pois não é a igualdade que garante a realização, mas a liberdade. Os homens são iguais na liberdade e não iguais na servidão.

Quais os tipos de desigualdade? E quais as diferenças?

Geralmente podem ser consideradas como grandes diferenças entre os seres humanos: gênero e raça.

Primeiramente há que distinguir desigualdade e diferença. A tipologia a cima se refere às diferenças e não às desigualdades. Um homem e uma mulher podem ser desiguais em gênero, mas iguais em renda. Um negro e um branco são desiguais em raça, mas podem ser iguais em status. Um rico e um pobre são desiguais na fortuna, mas podem ser iguais na ocupação hierárquica. E em todas elas, vice-versa também é verdadeiro. Contra as diferenças naturais nada se pode fazer, mas as desigualdades podem ser corrigidas pela liberdade.

O humanismo é do ser humano, isto é, a medida de todas as coisas. Devemos ser iguais? O parâmetro da igualdade ou não, não pode ser o econômico e sim a liberdade. Por isso o parâmetro da igualdade é a liberdade. Se tiver mais bens, ou menos. Se for mais habilitado ou não, não importa desde que não seja impedido de ser. Isto significa que a liberdade supre a não igualdade natural: se a natureza o privou de um corpo perfeito, a liberdade complementa-a, como Hawking. Se a natureza o privou de inteligência, a liberdade providenciará para supri-la como João Vianey, ou Francisco Lisboa, o Aleijadinho, que perdeu as mãos e os pés, mesmo assim andava e esculpia com ajuda de técnicas, graças à liberdade.

Humanismo sem homem não existe. E o que é o homem? Um ser mortal e finito. Por mais que procuremos razões para justificar a finitude e a mortalidade, não encontraremos. Finitude aqui significa ter fim, findar, e não apenas limitado.  Por isso, não adianta justificar isto ou aquilo quando o principal permanece inalterado: a finitude da vida.

Não há humanismo que resista esta realidade que vai acontecer logo aí? O ser humano tem dois marcos: o berço, inicial e o túmulo, final. E a fé, poderia ser um componente do humanismo? Claro que sim, para os que têm fé. Um verdadeiro humanismo deveria ser válido para todos os homens, caso contrário seria restrito: cristãos, judeus, muçulmanos, hindus e todos os que creem. Por isso é preciso solucionar a questão da finitude.

E se aceitássemos um liberalismo como a autossuficiência de cada homem? A própria finitude deixaria de ser um problema, como a solução. Quando cada homem encontrasse a plenitude da sua finitude, isto seria o humanismo. Esta plenitude abrangeria as diversas dimensões humanas, definidas como plenas por cada um. Se cada um conseguisse tornar plena sua finitude, tornaria também pleno o humanismo dos humanos, desde que fosse extensivo a todos os seres humanos.

sábado, 7 de janeiro de 2023

OS PAPAS JOÃO PAULO II E BENTO XVI. Selvino Antonio Malfatti

 

                                            


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1.         João Paulo II. Vida e Obra

Com o nome civil Karol Wojtyla, O papa João Paulo II nasceu em 18 de maio de 1920, em Wadowice, Polônia. Antes de ser sacerdote foi operário, autor, ator e diretor de teatro.   Foi o primeiro papa de raça eslava. Elegeu-se papa em 1978, no Vaticano, Itália. Ocupou o cargo dei chefe da Igreja católica desde 2005 até a morte.

Considerava o papado uma missão e, portanto, mantinha esta visão em todas as atividades que empreendia. Foi no esforço para por fim ao regime comunista na Polônia particularmente, e de um modo geral na Europa. Procurou melhorar as relações com o judaísmo, a Igreja Ortodoxa, as religiões orientais e a Comunhão Anglicana. Foi criticado pela sua posição contrária ao controle da natalidade, ordenação de mulheres, apoio ao Concílio Vaticano II, reforma nas missas e abuso sexuais dentro do clero.

Tantas viagens empreendeu que o vaticano era para “dormir”. Como papa vivia mais fora do que dentro dele. Foi um dos chefes que mais viajaram. Só durante o pontificado visitou 129 países. Tinha como coadjuvante o fato de ser poliglota: falava italiano, francês, alemão, inglês, espanhol, português, ucraniano, russo, servo-croata, esperanto, grego clássico e latim, além do polaco. 

Sua ascensão aos altares foi meteórica: em 2009, proclamado “Venerável” por Bento XVI, também por Bento XVI proclamado “Beato” em 2011. E em 2014, proclamado “Santo” pelo papa Francisco I, junto com Joao XXIII. A festa litúrgica acontece em 22 de outubro.

2.         Bento XVI. Vida e Obra

Bento XVI, nome civil, Joseph Aloisius Ratzinger, nasceu em  Marktl Alemanha, em 1927 e faleceu no Vaticano em 2022. Foi papa da Igreja Católica e bispo de Roma de 2005 a 2013. Após, Papa Emérito até a morte. Como papa foi o 265º, eleito com 78 anos.

Do mesmo modo que seu antecessor, também era poliglota. Falava alemão, italiano, francês, latim, inglês, castelhano e entendia português.

Membro de várias academias científicas como Académie des sciences morales et politiques da França. Obteve 10 títulos de Doctor Honoris Causa. As obras completas do papa Bento XVI compõem XVI volumes.

Os dois papas diferem de personalidades, mas ambos, a seu modo, dedicaram-se pela vida toda à Igreja. Pode-se sintetizar a diversidade de caráter de ambos.

3. Missão x Função

3.1.        João Paulo II – Para ele a função que desempenha é uma MISSÃO. Por isso sua atividade é considerada pessoal, uma vocação, um verdadeiro sacerdócio. A meta é aspirar à santidade, agir como um herói, com paixão, carisma. O caráter ideológico é submetido e controlado. Comanda a ação. É um  líder, arrasta multidões. Popular, brincalhão, imitava pessoas, falava com a mesma desenvoltura com jovens, crianças e idosos. Nos gestos, ora era sério, ora patético, ora hilariante.

 

3.2.        Bento XVI – Para ele a atividade que exerce é uma FUNÇÃO. Os valores que defende são inegociáveis. A atividade que desempenha é profissional, e por isso, age de forma neutra, burocrática, porta-se como funcionário. Embora não aspire, mas a promoção lhe vem ao encontro com facilidade. Porta-se de forma imparcial, não toma partido. Até que pode contemporizou os abusos do clero, mas condenou os sacerdotes pedófilos.  Às vezes frio, gélido em algumas questões controversas. Um defensor da fé, no seu estilo e caráter. Inarredável naquilo que crê. OPanzerkardinal”, o cardeal blindado. Foi considerado pela crítica como o continuador da obra de João Paulo II, só com outro estilo.  (Luigi Accattoli e Massimo Franco - Corriere).

 

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