sexta-feira, 23 de julho de 2010

GUERRA À CORRUPÇÃO, SEM MEDO E SEM TRÉGUA - Selvino Antonio Malfatti




Iniciou-se já o período de campanha eleitoral. E desta vez temos uma novidade: A FICHA LIMPA. Isto significa que não poderia haver candidato condenado por um colegiado de juízes. É um avanço. Mas por que a corrupção é tão endêmica no Brasil? Vejamos:

1. Há corrupção quando há condições. Diz o ditado que a ocasião faz o ladrão.
2. Embora não haja condições, mas também não há restrições.
3. Embora haja restrições legais, mas são tão brandas que ninguém se importa em ser condenado.
4. Ausência de uma ética. O condenado continua a sentir-se à vontade embora acusado de corrupto.

Penso que a terceira seja a mais significativa. Em alguns países a acusação de corrupção leva ao suicídio. No Brasil à reeleição. O acusado não sente vergonha da esposa, filhos e dos amigos. Até elogios de admiração recebe de alguns pela “esperteza”.
Gostaria de iniciar uma reflexão sobre a ética na política. Para tanto, vamos estabelecer alguns parâmetros.

1º A corrupção não é de nenhum partido, somente ações de pessoas.
2º Nenhum partido terá mais ações corruptas que outro.
3º A análise é puramente ética, sem acusações ou xingamentos.

Como seria um ideal de ética e política? Esboçar um modelo que conjugue ética e política talvez teoricamente não seja tão difícil. Já vários pensadores o fizeram com sucesso, tais como Platão, Aristóteles, Espinoza e outros. Também já foi proposto ignorar simplesmente aspectos éticos na política e neste caso pode ser citado Maquiavel como protótipo. Da mesma forma, há propostas que desconhecem, ou querem desconhecer, a especificidade da política propondo modelos puramente éticos. É o caso do fundamentalismo muçulmano. O problema reside na relação prática entre ética e política.
As aspirações políticas da sociedade e o comportamento ético da classe política podem estar em desacordo. A sociedade, sensível aos apelos éticos, responde positivamente, mas a classe política pode andar na contramão: promete ética na política, mas age de maneira antiética ou tem uma ética diversa daquela que sua sociedade quer.
No caso da sociedade brasileira temos diante de nós um contexto político típico recorrente do descompasso entre a ética da sociedade e a ética da classe política. O problema maior, e por isso difícil de ser sanado, é que o desacordo provém após a consulta popular. Quando a classe política se apresenta ao eleitorado, exibe uma proposta ética. A sociedade dá seu consentimento, mas tão logo a classe política inicia seu o agir político, desvia-se da proposta avalizada pela sociedade e passa a praticar sua própria ética. Então, a sociedade, frustrada, desinteressa-se pela vida pública e retira-se para a sua vida privada. E continua o divórcio entre a ética da sociedade e o agir da classe política.
Este contraste, sociedade e classe política, é recorrente na experiência política universal. Na década de Noventa destacam-se nos governos: Brasil, (Fernando Collor de Mello), Venezuela, (Carlos Andrés Pérez), Peru, (Vladimiro Montesinos e Alberto Fujimori), Argentina, (Carlos Menem), México, (Carlos y Raúl Salinas de Gortari). Na Europa, Itália, (Mani Pulite ou Tangentopoli), Alemanha, (Helmut Lohl), França, (Fraçois Mitterrand), Espanha, (PSOE) entre outros.
No próximo encontro vamos analisar o caso brasileiro em particular.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

ÉTICA E CULTUTURA - Selvino Antonio Malfatti



José Maurício de Carvalho, professor da Universidade Federal de São João Del Rei, escreveu um livro intitulado: ÉTICA. Dividiu-o em duas partes. Na primeira faz a gênese da ética e seu desenvolvimento no ocidente e no Brasil. Constata como Michele Frederico Sciacca que a cultura ocidental é fruto da confluência das culturas grega, judaico-cristã e romana, cada qual contribuindo com valores específicos. O resultado foi a valorização da pessoa humana, o estado de direito e a democracia.
Da Grécia antiga adveio valor a democracia, da judaico-cristã a pessoa humana e dos romanos o estado de direito. Evidentemente, este resultado levou séculos para se combinarem, conforme Carvalho.
Para José Maurício, cada época possui seus valores e estes se concretizam na cultura. Desse modo os valores não podem ser reduzidos ao relativismo e nem serem tomados de modo absoluto. Eles são culturais, isto é, enquanto não houver razão para serem abandonados, são mantidos. Por isso, os valores são enquanto devem ser.
A cultura nasce do homem histórico. Ela é o reflexo da organização hierárquica da atribuição de valores de cada grupo. José Maurício vale-se de Miguel Reale, para o qual alguns valores se cristalizam de tal sorte na cultura que eles passam praticamente a serem permanentes. Entre estes o mais destacado no ocidente é o valor da pessoa humana, seguido pela democracia e estado de direito e atualmente a ecologia.
Na segunda parte, Carvalho aborda questões pontuais da ética, buscando a fundamentação nos grandes pensadores contemporâneos. Como item inicial traz ao debate a questão da escolha. Reconhece que o homem constitui-se pela sua herança genética, influência do ambiente social e suas próprias escolhas. Nenhuma delas pode ser reduzidas a qualquer uma das demais mas, em cada homem elas se realizam de modo peculiar fazendo com que cada um seja único. Carvalho enfatiza a questão da escolha pessoal, pois somente esta é propriamente sua. É que no momento da escolha que entram os valores. As duas, escolhas e valores, constroem a o cerne da personalidade. Mas não é somente este aspecto que tem significação. Deve-se juntar o resultado das ações ou escolhas para o presente o mesmo para o futuro, inclusive após a existência do indivíduo. Por isso, deve-se acrescentar à escolha, a responsabilidade, como aponta Hans Jonas.
Conforme Carvalho, as escolhas éticas emergem do dia a dia na luta contínua do homem para sobreviver. Neste ambiente cria cultura, significando a organização gnosiológica, elaboração artística, seleciona valores. Os valores são experiências bem sucedidas as quais passam a valer para toda sociedade. E eles permanecem enquanto forem válidos. O conjunto desses valores bem sucedidos cristalizou-se em bens culturais, nascidos e mantidos pela sociedade. Por isso, os valores éticos originaram da sociedade como um consenso sobre sua validade. É nisso que a ética se distingue da moral. A sociedade cria determinados modos de pensar, agir e sentir. A reflexão sobre estes costumes fazendo um balanço racional sobre sua pertinência constitui a ética. Por isso, se poderia dizer que enquanto valor efêmero de uma sociedade, os costumes, seria a moral. Em contrapartida, enquanto valor permanente – sem significar absoluto e eterno – é a ética. Se lançássemos mão de uma metáfora, a moral seria a pedra bruta e a ética uma pedra polida.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A FÉ - Selvino Antonio Malfatti



A fé opera “milagres”: pode superar doenças, passar por obstáculos instransponíveis, salvar, “vencer” a morte.
Na história, à fé foram atribuídas muitas realizações. Dentre elas a de ser responsável pela formação de nações, como é o caso da Polônia e da Hungria. Esta última comemora sua identidade nacional ligada à figura de Santo Estevão, o primeiro rei e santo da Hungria.
A fé é um desses sentimentos indefiníveis. Instala-se ao natural. Quando se dá conta faz parte da vida. Ela penetra na alma através do leite materno, do ambiente familiar e social. Esta fé não se adquire, nasce-se com ela. É uma fé sem ruptura, pacífica. As decorrências e conseqüências seguem um fluxo normal dentro do meio que se vive. É uma fé de Santo Tomás, de São Francisco.
A outra se origina do conflito. Há um passado que precisa ser sepultado para poder dar espaço a ela. Esta fé nasce da violência consigo mesmo e com o meio. A partir da opção pela fé passa-se a queimar os antigos deuses e adorar o que se queimou no passado. É uma fé de São Paulo, de Santo Agostinho.
Há então duas direções: uma da fé para a razão e outra da razão para a fé. Geralmente quando se chega à fé pelo segundo caminho, ao da razão para a fé, esta não se a perde jamais. O primeiro caminho, o da fé para a razão, é aquele que mais leva a perda da fé. Pelo segundo, a razão sente-se insatisfeita, inquieta, frustrada pelas respostas da razão às questões existenciais. Pela primeira, a razão se sente quase traída pelas soluções propostas pela fé à razão. A razão que busca a fé dificilmente voltará atrás, mas a fé que busca a razão às vezes retrocede e se torna descrente ou ao menos sente mais dificuldade para conciliar razão e fé.
A fé é a transposição da incerteza do fenômeno para a certeza da verdade. A razão é a dúvida da certeza perante o fenômeno. A fé faz a passagem daquilo que é apenas uma hipótese, uma aparência, um indício par para uma certeza. A razão se nega a atravessar o mundo do fenômeno e acatar a certeza. A certeza para a razão nunca existe a não ser a certeza da incerteza. A fé faz a passagem e após ela encontra a razão. A razão não encontra a fé, mas esta encontra a razão. A fé é uma antinomia da razão, mas a razão não o é da fé.
Feita a transposição da razão para a fé, tudo se torna mais fácil. A mente parece iluminar-se e a razão passa a perscrutar com infinita liberdade as magnas questões da ciência. A discussão atual, por exemplo, sobre a origem do universo através do Big Bang foi antevista por Santo Agostinho há quase dois mil anos: a ausência de tempo e espaço antes da criação. Tudo era nada e Deus não fazia nada e não preparava o inferno para os descrentes, como alguns queriam brincar com questões tão sérias. Se a fé precede a razão cronologicamente, a razão, posteriormente, fundamente cientificamente a fé. E enquanto houver fé, haverá sempre esperança de caridade.
A FÉ

sexta-feira, 2 de julho de 2010

PEDRO, CHEFE DA IGREJA - Selvino Antonio Malfatti




No dia 29 do mês de junho os católicos celebram a festa de São Pedro, considerado o líder dos apóstolos e o primeiro papa. Inicialmente chamava-se
Cefas que quer dizer “pedra” em aramaico. A chefia da Igreja se deve ao que Mateus escreveu no seu Evangelho.
- Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus" (Mt. 16: 18-19).
A casa de Pedro fica perto do Lago de Genesaré - também chamado Mar da Galiléia – Atualmente há somente as ruínas das paredes, feitas de pedras. Por cima dela, e preservando-a, foi feita uma moderna construção com igreja, museus e outras atividades. Inicialmente era apenas uma casinha em forma octogonal, mas com o crescimento da importância de Pedro foram feitas mais construções ao seu redor, de modo que, pelos conceitos da época, se tornara pouco a pouco uma mansão.
Quem sai da casa de Pedro e vai ao lago percorre aproximadamente uns 200 metros. Ao se chegar às margens, há uma clareira entre os arbustos e uma pequena entrada com algumas pedras salientes e lajes. Era ali que Pedro deixava seu barco depois da pescaria. Foi nesse local que Jesus apareceu aos apóstolos, após a ressurreição e perguntou a Pedro se ele o amava. E a cada resposta positiva, Jesus lhe dizia:
- Apascenta minhas ovelhas.
Na terceira vez Pedro encheu os olhos de lágrimas. Era a confirmação de seu primado.
O papa João Paulo II, ao visitar o local, também comoveu-se e as lágrimas correram-lhe no rosto e disse aos acompanhantes:
- Este é o local mais bonito da Terra Santa!
Quem olhar à frente, tem um lago sereno, com ondas quase imperceptíveis. Do outro lado elevam-se as colinas de Gola, à esquerda o Rio Jordão entrando no lago e à direita perde-se a vista no horizonte. Parado, escutando o nada. Passa de leve a brisa pela face. E se olha, se escuta, se sente uma coisa boa perpassando pelas veias. E se olha, se escuta, se escuta, se olha.
É emocionante!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

GIULIA, FELIZ ANIVERSÁRIO - Selvino Antonio Malfatti


GIULIA

Era uma tarde fria. Todos na rua se apressavam para chegar à casa, esconder-se do frio junto à lareira ou ao fogão à lenha.
Giulia, eu estava lá com tua mãe e o irmãozinho, o Nani. Este não parava: corria, chutava bola, pulava pelos móveis. Tua mãe ralhava com ele:
- Nani, daqui a pouco me acertas uma bolada na barriga...
Que nada. Tudo a mesma coisa.
Pensava comigo mesmo:
- Hoje vamos nos recolher cedo.
De repente o Nani diz que quer ir à festa junina do colégio.
- Meu Deus, que loucura, pensei. Tu estavas prestes a nascer. Tua mãe com aquele barrigão.
Fomos. Era um povaréu que não terminava mais. A música não tinha nada a ver com festa caipira. Era um rock de rebentar os tímpanos. Teu irmão corria no meio do povo, se perdia, eu corria a atrás. E tua mãe carregando aquele barrigão. Uma hora cheguei para ela e disse.
- Vamos embora.
- Não, está cedo. Estou me divertindo - dizia ela.
Eu começava a ficar agoniado. Sabe, tu poderias nascer a qualquer momento, lá no meio da multidão. Felizmente daí a pouco se resolveu e fomos para casa.
Mal chegáramos, tua mãe disse que estava sentindo alguma coisa. Então eu disse:
- Pegue as trouxas e vamos embora. Mal deu para chegar ao hospital. Rapidamente tua mãe foi encaminhada para a sala de parto. Tua mãe queria esperar outro dia. Eu sabia por quê. Era 24 e tua mãe não queria que nascesses neste dia.
- Pura bobagem - pensei comigo.
Quando virou a meia-noite ela disse:
- Agora, a hora que quiserem.
Eu fui para casa pedindo para que me chamassem quando estivesse na hora. Não me chamaram e só de manhã soube que tinhas nascido quando liguei para o hospital. Fui correndo para lá. Lá estava tua mãe e tu. Olhei para ti. Eras linda como ainda és hoje. Te peguei nos braços e disse:
- Seja bem vinda, Giulia.
Após dar os parabéns à mãe, saí e fiquei me perguntando:
- Por que os netos são tão caros aos avós?
Penso que, no fundo, seja uma compensação por não termos sido os pais que queríamos ter sido e não pudemos. A natureza nos dá os filhos na pior fase da vida. É o momento mais crucial da refrega pela sobrevivência. Eles chegam quando temos tudo para fazer e tudo ao mesmo tempo. É a profissão para desempenhar, crescer e subir. É o patrimônio a ser adquirido. É a adaptação da vida matrimonial. São os parentes, os compromissos sociais, presentes, padrinhos, festas. Neste burburinho nascem os filhos. Gostaríamos de estar com eles, vê-los crescerem, falar, caminhar, pensar. Mas não há tempo. Temos que andar senão nos atropelam. Para eles sobram apenas migalhas. Não é isto que os pais querem, mas são obrigados a isto e, por paradoxal que seja, para o bem dos próprios filhos. Eles vão precisar de alimento, vestuário, saúde, educação, lazer, um lar confortável. Mas se não criarmos as condições para isto, não poderemos dar nada disto a eles. Então nos lançamos à luta com tudo, de corpo e alma, e como conseqüência, aos filhos, as sobras. Desejaríamos dar-lhes carinho, presença, convivência. Mas não é muito que sobra não.
Com os netos, tudo isso já temos. Então podemos nos tornar pai ou mãe que sempre quisemos ser e não pudemos. A chegada do neto é como se a natureza, de repente, voltasse para trás e nos desse um filho, agora com todas as condições: estabilidade de econômica e patrimonial, problemas familiares resolvidos, paz muita paz. O neto é este filho de novo. Mas lembremo-nos: ele é apenas a alegria de filho, não filho. Por isso, ele terá que passar tudo aquilo que - como nós - nossos filhos passarão, para depois eles também terem a recompensa dos netos. Não nos é lícito permitir aos netos aquilo que proibíamos aos nossos filhos, como dormir sem banho, comer sem lavar as mãos, acender todas as lâmpadas ou acender e apagá-las, ficar discando no telefone, riscar a parece com lápis ou caneta, gritar quando as pessoas estão falando, interromper as conversas dos adultos e outras “artes”. Também não nos é permitido assumirmos o papel dos pais e exigirmos dos netos tudo o que exigíamos dos filhos. O máximo que podemos fazer é calar e no nosso interior apoiarmos os pais a agirem como convém.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

BEM VINDOS, AMIGOS! - Selvino Antonio Malfatti



Uma criança sorrindo. Um beijo da mãe. Um abraço do pai. Um enlace da namorada. Um aperto de mão. O que tudo isso evoca em nós? A alegria. E o que nos torna plenos de júbilo? A amizade. A amizade tem o poder de despertar em nós a alegria. Até nos momentos mais tristes podemos sentir alegria se estamos com amigos. A amizade esquece a pobreza, fortalece no sofrimento, perdoa a ingratidão. Mesmo quando nos despedimos de um ente querido, se estivermos rodeados de amigos, podemos sentir a tristeza envolta na alegria. Amizade e alegria são dois sentimentos que se irmanam, se completam. São almas gêmeas que querem estar sempre juntas.
Quando sentirmos a cadência da amizade, a alegria irrompe aos borbotões no coração. Dispara quando ouvimos a voz do amigo. A amizade pode nos elevar aos céus, imaginar uma humanidade irmanada, um mundo se dando as mãos e entoar a sinfonia de Ode à Alegria de Beethoven ou um Va Pensiero de Verdi. A amizade nos desprende desta terra, nos deixa levitando no espaço, voando com o pensamento como se não tivéssemos corpo. A amizade é o mais belo presente que alguém pode receber. Ela vale por toda sabedoria, todos os dons, todas as riquezas. Ela enche de todo coração. A amizade não necessita de mais nada, ela é completa em si, ela dá alegria.

BEM VINDOS, AMIGOS! - Selvino Antonio Malfatti


Uma criança sorrindo. Um beijo da mãe. Um abraço do pai. Um enlace da namorada. Um aperto de mão. O que tudo isso evoca em nós? A alegria. E o que nos torna plenos de júbilo? A amizade. A amizade tem o poder de despertar em nós a alegria. Até nos momentos mais tristes podemos sentir alegria se estamos com amigos. A amizade esquece a pobreza, fortalece no sofrimento, perdoa a ingratidão. Mesmo quando nos despedimos de um ente querido, se estivermos rodeados de amigos, podemos sentir a tristeza envolta na alegria. Amizade e alegria são dois sentimentos que se irmanam, se completam. São almas gêmeas que querem estar sempre juntas.
Quando sentirmos a cadência da amizade, a alegria irrompe aos borbotões no coração. Dispara quando ouvimos a voz do amigo. A amizade pode nos elevar aos céus, imaginar uma humanidade irmanada, um mundo se dando as mãos e entoar a sinfonia de Ode à Alegria de Beethoven ou um Va Pensiero de Verdi. A amizade nos desprende desta terra, nos deixa levitando no espaço, voando com o pensamento como se não tivéssemos corpo. A amizade é o mais belo presente que alguém pode receber. Ela vale por toda sabedoria, todos os dons, todas as riquezas. Ela enche de todo coração. A amizade não necessita de mais nada, ela é completa em si, ela dá alegria.

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